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Zero Diz Que “Take Away” Para As Escolas É “Aberração” Ecológica

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A ZERO considera a simples ponderação de refeições em regime ‘take-away’ de forma generalizada uma aberração do ponto de vista da sustentabilidade e uma demonstração da incapacidade que largos setores da sociedade portuguesa ainda têm para compreender que a crise pandémica está longe de ser a única crise que temos que enfrentar“, escrevem em comunicado.

No documento conjunto da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), da Direção-Geral da Educação (DGE) e da Direção-Geral da Saúde (DGS) que define as orientações para o próximo ano letivo é proposto às escolas o recurso a este regime para servir as refeições aos alunos, numa tentativa de reduzir o risco de contágio em período de pandemia da covid-19.

No entanto, a sugestão das tutelas pode passar pela utilização de embalagens e utensílios descartáveis, merecendo, por isso, a crítica dos ambientalistas, que acusam o Ministério da Educação de “deseducar” os alunos.

De que vale falar de sustentabilidade aos alunos, quando perante qualquer desafio a resposta é ‘mais descartável’?“, questiona a Zero, acrescentando que também no caso dos equipamentos de proteção individual se devem privilegiar as máscaras reutilizáveis em vez das descartáveis que foram distribuídas aos trabalhadores e alunos do secundário no final do 3.º período.

Para o serviço de refeições a associação propõe a utilização de outros espaços, além da cantina, ou o apelo às famílias para evitar, tanto quanto possível, que os alunos almocem na escola ou levem comida de casa, de forma a evitar a pressão sobre os refeitórios.

Nas escolas onde as refeições não possam ser servidas como habitual, e o regime de “take-away” for inevitável, a Zero sugere soluções que permitam a reutilização de recipientes e talheres, que sejam posteriormente higienizados pela própria escola ou pelas empresas responsáveis pelas refeições.

“Este modelo de reutilização é perfeitamente seguro e permite poupar muitas toneladas de recursos naturais transformados em resíduos”, defendem, considerando que a utilização de embalagens e utensílios descartáveis é “incompreensível” e que as orientações da tutela devem assegurar de forma clara a sustentabilidade.

No mesmo comunicado, a Zero adianta que já solicitou uma reunião ao Ministério da Educação para debater propostas nesse sentido e acrescenta que as respostas à pandemia não devem contribuir para agravar a crise climática.

Fonte: JN

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