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Visão | Ministro da Educação em Grande Entrevista.

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tbr_siteTiago Brandão Rodrigues deu uma grande entrevista à revista Visão no qual faz o balanço de 1 ano de mandato à frente do Ministério de Educação. Confesso que a sua nomeação foi um grande ponto de interrogação e o seu desempenho tem sido uma agradável surpresa. Não é perfeito, tem algumas dificuldades ao nível da retórica e infelizmente continua a cavalgar a ideia da municipalização escolar, mas como tenho dito a muitos colegas, vamos centrar-nos nos factos e não tanto nas capas de jornais ou opiniões de terceiros.

A sua principal conquista foi passar a ouvir a escola e tentar ir ao encontro do que a escola pensa e precisa, e aqui incluo professores, diretores, alunos, pais e assistentes operacionais. A escola tem sido um depósito ideológico e os seus Ministros têm sofrido de cegueira e surdez inaceitável, Tiago Rodrigues passou a ver e a ouvir a escola não de cima para baixo, mas ao seu lado, como um parceiro em trabalho cooperativo.

Tenho grandes expectativas para o que aí vem, se cumprir o que tem afirmado poderemos estar na antecâmara de um grande Ministro da Educação, mas quanto mais alto se sobe maior é a queda e a bem da educação, espero bem que não caia…

Ficam algumas afirmações e o link para entrevista.

Objetivos

Concluímos agora o primeiro quarto de uma legislatura que tem, na educação, um caderno de encargos conhecido: vencer as inaceitáveis taxas de retenção através de um verdadeiro plano de promoção do sucesso escolar; promover, desde o pré-escolar, este sucesso reforçando a equidade e, assim, superando a determinação socioeconómica ainda demasiado presente no fracasso ou sucesso dos nossos alunos; revalorizar a função docente, deixando de ver quem é essencial à Educação como seu inimigo; educar ao longo da vida todos aqueles que desejam e merecem ter a Educação como um serviço público de qualidade, independentemente da idade que tenham; e, finalmente mas jamais em último, ajudar a qualificar os portugueses para que todos encontrem, na economia e na sociedade portuguesas, o lugar em que podem ser mais úteis.

Nuno Crato

levou Portugal a ser o único país europeu que segregava crianças enquanto ainda estavam no Ensino Básico para lhes dizer que apenas teriam acesso a um destino, quase cinicamente chamado vocacional, diferente e menor do que o destino de todos os outros alunos.

Modelo de Avaliação

O regresso ao paradigma nacional de aferição universalizar-se-á, conforme previsto, neste ano letivo e continuará a, rotativamente, cobrir todas as áreas de ensino para que a melhoria nas aprendizagens seja tão global quanto é a Educação.

Colégios Privados

O Estado cumpre o que contratou para poder garantir a Educação onde, de outra forma, ainda não o consegue.

Objetivo Principal

combater o insucesso escolar e garantir os 12 anos de escolaridade com equidade.

Manuais Escolares

para 2017/8, essa gratuidade para todo o 1º ciclo(…)

a aposta no compromisso assumido por encarregados de educação e pelos alunos de reutilização dos manuais escolares sempre que tal seja possível, da mesma forma que se “reutilizam” e se renovam as escolas, os professores, os saberes.

Programa Nacional de Sucesso Escolar

O Programa age sobre tês eixos: a autonomia das escolas na definição de planos locais de intervenção; a formação contínua; e o envolvimento das comunidades e a gestão de projetos curriculares próprios.

Atribuição de 25% do currículo à gestão das escolas

Pretende-se que estes 25% sejam, essencialmente, dedicados a projetos interdisciplinares, a trabalho experimental, de cidadania, temático.

Tutorias

As tutorias não devem ser vistas como uma alternativa ao ensino vocacional.

ENTREVISTA Tiago Brandão Rodrigues: “Por um verdadeiro Serviço Nacional de Educação”

1 COMMENT

  1. Ainda não ouvi uma palavra de confiança, motivação e apreço pelos professores.

    Só leio que o ministro ouve alunos e mais uns quantos “actores”.

    Um exemplo?- a desmarcação recente de uma reunião com a Fenprof agendada há tempos.

    Outro exemplo?- Quando pergunta aos alunos de uma escola porque é que os professores não ensinam de modo mais interessante e andam stressados (como os alunos tinham afirmado). Se bem me lembro, houve um silêncio absoluto na sala. Teria sido uma boa altura para o jovem ministro/investigador ter dito alguma coisa de mais substancial, nomeadamente o empenho enorme da maioria dos professores. Claro que não estava à espera que se referisse às condições de trabalho, aos seus horários, às burocracias diversas, à profissão desgastante, aos cortes de salários de todas as maneiras e feitios…..

    Bastaria ter dito qualquer coisa simpática. Olhem, como faz o Presidente Marcelo que até estende a roupa ao povo, depois de a lavar no rio.

    Tem muito a aprender este jovem investigador.

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