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Vinculação Privada

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As negociações com o Ministério da Educação terminaram, mas ainda não se sabe a versão final do diploma de concurso e da portaria da Vinculação Extraordinária.

Se na versão final da VE, ficar estabelecido a abertura de vagas como noticiado pelos sindicatos, (e como já expliquei aqui,) criar-se-á uma tremenda injustiça em que professores oriundos do ensino privado, impedirão a abertura de vagas, (pois muitos obtiveram colocação em horários  completos e anuais mas não possuem 5 contratos em escolas públicas ), ficando assim, as vagas a abrir  aquém das necessidades reais em alguns grupos de recrutamento. 

Soubemos também que para o concurso  externo, abrirão mais 2000 mil vagas de QZP. Ora ,se as últimas intenções do ME se confirmarem, e se a segunda  prioridade estiver acessível aos professores das escolas com contrato de associação, a maioria dessas vagas serão ocupadas por estes professores. Docentes que “saltarão” de vínculos no privado para vincularem no ensino público, com tem acontecido nos últimos anos e na última VE. Impedindo, assim, o acesso às vagas existentes a muitos professores que sempre trabalharam no ensino público.

Quero aqui, deixar claro, que não tenho nenhum princípio ou preconceito ideológico contra os professores vindos do privado, mas simplesmente, como não existem vagas para todos, acho bastante legítimo que se possam proteger os professores que sempre lecionaram no ensino público, para a mesma entidade, e que sempre exerceram a sua profissão como contratados em precariedade, e que nunca obtiveram um vínculo definitivo.

 

Desta forma, não  posso deixar de perguntar, dado a sua clamorosa justiça.

  • Porque não, garantir a vinculação de todos os professores que cumpram os requisitos exigidos para a VE , cujo número, equivale à soma das vagas previstas para a VE e para o concurso externo?

E para resolver a situação dos professores do “público” e também do “privado”.

  • Porque não preparar uma vinculação faseada a médio prazo (conjugada com uma melhoria das condições de trabalho dos professores e do acesso à aposentação) que se aproxime da diretiva europeia e do código de trabalho , que o ME insiste em ignorar?

 

Álvaro Vasconcelos,  professor contratado.

3 COMMENTS

  1. Pois cá vamos, queixando-nos de “injustiças”. Já se percebeu que não há vontade politica em acabar com as “injustiças”. Propor algo justo que pacifique uma parte da classe é algo que não, obviamente, não interessa.
    Por isso, houve um tempo em que a opção seria escolher o menos “injusto”, Agora, pelo que se vai sabendo, será tarde.
    A proposta para VE de quem tivesse os 12 anos, 5 contratos em 6 anos e HC em 2016/2017 era injusta. Mas era uma forma de discriminar positivamente os colegas do público.
    Como já foi sendo dito, os grandes beneficiados serão os colegas vindos do privado. Concorrem em igualdade na 2ª prioridade, impedem a abertura de vagas para a VE e se vier a ser confirmada a informação de 2000 vagas para o CExterno, acabam por entrar fruto da boa posição na lista. Além disso, em zonas potencialmente bem mais apetecíveis do que na VE.
    Portanto, os grupos e mais grupos de indignados juntamente com os contentares de sindicatos conseguiram, eventualmente, um belo resultado final.

    • José, não se resolve um injustiça com outra injustiça, como seria definir uma vinculação baseada num ano em que ficou colocado em HC e ignorar os restantes anos.

  2. Mais injusto ainda é abirem vagas em qzp para os professores contratados e par de uma vinculação extraordinária e não permitirem que QUEM JÁ É DE QZP HÁ ANOS LONGE DE CASA NÃO LHES SEJA PERMITIDO A TRANSFERÊNCIA DE QUADRO. Esquecem-se destes que têm na sua maioria mais tempo de serviço do que os professores contratados?!

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