Home Escola Vamos ver como é que os alunos vão chegar emocionalmente às escolas…

Vamos ver como é que os alunos vão chegar emocionalmente às escolas…

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Há 6 meses que os alunos não frequentam a escola presencial, falo naturalmente dos alunos do ensino básico, pois o ensino secundário teve um final de ano letivo em sala de aula como todos sabemos.

É impossível que não existam sequelas de tantos meses de afastamento. As rotinas, os ritmos de aprendizagem, o cumprimento de tarefas, as relações entre pares e professores, tudo isso desapareceu, como se um deserto tivesse surgido na vida de cada um.

Se os alunos são um “ser” de elevada complexidade, resultado dos defeitos e virtudes das suas famílias, experiências e personalidades, este ano teremos alunos que além do referido experienciaram algo único.

Há crianças e jovens que ganharam receio em sair de casa, há crianças e jovens que ganharam receio em conviver com os amigos como conviviam no passado. Tudo mudou, tudo está diferente e aquilo que era banal e saudável deixou de o ser.

A escola é em alguns casos o melhor momento do dia dos alunos, algo que infelizmente lhes foi tirado, tornando crianças e jovens reféns de ambientes familiares que ninguém gostaria de ter.

Por outro lado, a preguiça pode ter invadido em força os nossos “pequeninos”, tão habituados que ficaram às tecnologias e à dispensa de obrigatoriedade de por exemplo tirarem o pijama para ir à escola (virtual)…

Será uma escola nova para alunos, professores e funcionários, o ano letivo das nossas vidas, complexo, onde a saúde de todos estará pela primeira vez presente como uma das prioridades escolares.

Um bom ano, com muita saúde e que para o ano as máscaras sejam apenas uma memória do passado.

Fica a entrevista à psicóloga Vanessa Fernandes publicada hoje no jornal Público.

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