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Valorizar resultados é bom, valorizar o esforço é ainda melhor.

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exame

…as famílias “são o principal factor de ansiedade”. “Tendem a colocar a fasquia muito alta e muitos destes alunos não conseguem chegar lá, o que tem consequências no seu desenvolvimento emocional”, alerta. O que fazer então? “Reconheçam a capacidade de esforço das crianças”, insiste.

Subscrevo a 200%. Esta maluqueira de alguns pais tornarem os exames um momento de vida ou de morte, é algo que só lembra a quem nunca os fez ou já não se lembram do stress que causavam. Não cabe aos pais estudarem com ou pelos seus filhos, cabe-lhes sim um apoio emocional que transmita tranquilidade e que sejam o escape das suas frustrações. Lembro um pequeno artigo que escrevi no passado sobre esta matéria.

“Mãe, tirei um 18 no teste de Matemática”. Resposta “Não fizeste mais do que a tua obrigação…”

 

O jornal Público fez um artigo muito interessante sobre os exames, a citação inicial é retirada de lá. No meu tempo de estudante decarregava o stress com umas belas corridas e flexões até tombar e no artigo podem ler algumas dicas para combater a ansiedade.

Não façam tiradas, não stressem, há mais vida para lá dos exames

“Façam o melhor possível, mas mantenham os padrões de rotina, não esquecendo os tempos livres. E não façam tiradas [muitas horas seguidas a estudar], porque geralmente não dão bons resultados”

“Na véspera [das provas] devem privilegiar alimentos como as bananas, ovos e frutos secos, porque são ricos em triptofano, uma substância anti-stress que ajuda na formação de serotonina e proporciona uma sensação de bem-estar”

“Usem uma forma de estudo poderosíssima: explicamos a matéria, desmontamos os assuntos, voltamos a explicar, experimentamos relacionar temas, descobrimos ligações novas, anotamos, corrigimos, perguntamos, avaliamos, respondemos, pesquisamos, olhamos para o que acontece no mundo e voltamos a perguntar, escrevemos, esquematizamos, lemos, discutimos, convencemos e somos convencidos, reconsideramos e voltamos a explicar…

“O resultado final não depende de mim, o esforço sim. Faço o melhor que puder e fico feliz por isso”

E hoje é dia de inauguração…

2 COMMENTS

  1. ora aqui está um assunto crucial em todo o processo ensino/apz… quero dizer que se esta questão estivesse ajustada, muitas outras questões nem sequer tinham lugar… Como professora, e aluna (pq continuo a estudar, agora no mestrado…) entendo que a avaliação NUNCA se devia centrar/ ter por base o resultado. Pela simples razão que um resultado «copiado» ou «memorizado» de pouco valem em termos de operacionalidade daqueles conhecimentos na vida prática… ou seja, entendo que a apz, para ser EFECTIVA e FUNCIONAL (que é o que nos vai garantir a questão da autonomia) deve ser feita à custa de raciocinio! Assim, esta apz depende sempre do ponto de partida ( por isso é q se diz que temos q fazer Avaliações Iniciais), e se temos diferentes pontos de partida, as metas NUNCA podem ser iguais… então, o aluno que trabalhou IMENSO para recuperar apz «atrasadas» vai ter um 3 pq esse é o nível daquele ano de escolaridade? E o aluno que tem muita felicidade, e vinha de outra escola com a matéria mais avançada, trabalhou muito menos porque não foi possivel avançar mais na turma e tem um 5 porque é esse o nível daquele ano de escolaridade?
    Prevejo que qualquer um destes dois alunos se DESMOTIVEM para REALMENTE aprender… o 1º porque conclui: tanto esforço.. nunca vou conseguir chegar lá, NÃO CONSIGO… o 2º porque conclui: ó… nem tive que me esforçar nada e tenho um 5… isto é mesmo fácil…
    digo eu…sei lá…

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