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Vale a pena estudar?

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A pergunta parece estúpida e a resposta demasiado óbvia, mas infelizmente demasiados doutorados já questionaram se estudar valeu realmente a pena.

Continuarei sempre a dizer que sim, que o estudo é o bilhete de entrada para uma vida melhor, porém, a decisão de ingresso no Ensino Superior deve ter sempre em consideração não só a paixão, mas também os índices de empregabilidade e os ordenados praticados.

É uma visão materialista, sim, mas vivemos num mundo materialista, mais vale pintar o mundo pela cor que realmente tem do que levar uma chapada da realidade com um canudo decorativo.

A sociedade pode ser cruel e a lei da oferta e da procura serão determinantes para as nossas futuras condições laborais.

Apenas dois exemplos… Reparem nas médias de acesso ao Ensino Superior para médicos e professores. Uma está carente de profissionais, a outra tem excesso de profissionais. Mas todos os anos saem mais professores licenciados do que médicos.

E nada se faz…

Fica o excerto de uma reportagem do Dinheiro Vivo.

A Verisk Maplecroft diz que os riscos de escravatura moderna estão a aumentar em Portugal. Não é difícil encontrar testemunhos desse fenómeno: bastou um apelo numa página de emprego no Facebook para as queixas surgirem em catadupa. Ainda que a necessidade de seleção obrigue a limitar histórias, o apelo à justiça impede o silêncio das angústias de tantos portugueses em situação precária. Uns já a viveram, ainda este ano, outros ainda aguentam o que podem para garantir um salário ao fim do mês – por esse motivo, todos os nomes foram alterados e a referência às empresas foi suprimida.

Licenciados abusados

A Filipa é dentista e nem por isso fugiu ao flagelo da precariedade no mercado de trabalho. “Neste momento sinto-me uma autêntica escrava”, desabafa. “Neste momento, trabalho numa clínica que me paga 1% daquilo que faço, ou seja, se uma pessoa colocar um aparelho de 1700€, eu ganho 17€. Normalmente, o mínimo que um dentista ganha ronda os 30%. Os pacientes muitas vezes acham os dentistas uns careiros que só querem fazer dinheiro. Já não é assim há muito tempo”, refere. Filipa assegura que o panorama é cada vez mais frequente e que os “dentistas não têm ordenado base”, especialmente quem está a começar na profissão. “Infelizmente, tenho de me sujeitar pois ou é isto ou é nada”, diz.

“Neste momento sinto-me uma autêntica escrava”

(Erika Nunes -Dinheiro Vivo)

* Agradecimentos ao Mário Silva pela partilha.

1 COMMENT

  1. Já dizia a minha mãe” coitado de quem precisa “. É por estas e por outras que muitos engordam à custa da miséria alheia, não se sabem colocar do outro lado, só sabem o Pai Nosso até ao venha a nós. Que é uma autentica escravatura aquilo que li, lá isso é verdade. As pessoas, na sua maioria só pensam na barriga delas, não têm consciência do que estão a fazer à face da Terra, só pensam nos bens materiais, mas pensem bem e parem para pensar naquela frase de Jesus Cristo “Nem só de pão vive o homem, vive também da palavra de Deus e também naquele Mandamento da Lei de Deus que diz: AMAR O PRÓXIMO COMO A TI MESMO

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