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Uma verdade inconveniente

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mergulhado em papeisÉ verdade e digo isto exatamente por ser professor. Não sou malandro, calão, oportunista, ou mandrião. Nem tenho muitas férias nem ganho muito dinheiro ao final do mês. Esse chapéu não me serve…

Ensinar implica uma grande preparação e essa preparação está a ser desperdiçada em papelada inútil. Se me permitem, recomendo como intervenção prioritária os “burocracionais”.

(tenho mais 5 provas de recuperação para fazer, perfazendo um magnifico total de 32 provas só para uma turma e no mesmo ano letivo…)

Noticia Diário Digital

IAVE: PROFESSORES PRECISAM DE MENOS CARGA HORÁRIA E BUROCRACIA – PRESIDENTE DO CONSELHO CIENTÍFICO

O presidente do Conselho Científico do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), João Paulo Leal, defendeu hoje, em Coimbra, a necessidade de os professores terem mais disponibilidade para as tarefas diretamente relacionadas com o ensino.

“Nos últimos anos, os professores têm sido sobrecarregados para além do razoável” com muitas tarefas e “devíamos fazer com que tivessem mais disponibilidade”, sustentou João Paulo Leal, que falava numa conferência/debate sobre exames nacionais, promovida no âmbito de um estudo sobre exames nacionais em Portugal e em 12 outros países, que a Universidade de Coimbra (UC) está a desenvolver.

Com “menos carga horária e menos funções burocráticas”, os docentes teriam mais disponibilidade para o acompanhamento dos alunos e isso traduzir-se-ia num “grande ganho a prazo”, acredita o presidente do Conselho Científico do IAVE.

Além disso, seria igualmente necessário investir na educação pré-escolar e, sobretudo, no primeiro ciclo, pois “é aí que se constroem os alicerces” da aprendizagem, afirmou João Paulo Leal, considerando que, simultaneamente, deveria ser dada “muita importância à formação de professores” e aos meios a afetar, de modo a permitir que este nível de escolaridade dispusesse dos docentes necessários e dos melhores professores.

“Um dos maiores investimentos deveria ser feito no primeiro ciclo” e esse seria “um dos investimentos mais rentáveis”, sintetizou.

Do mesmo modo, e num raciocínio de algum modo paralelo, também deveriam ser escolhidos “os melhores professores para dar aulas no primeiro ano na Universidade”, advogou.

Questionado pelos jornalistas, à margem da sessão, João Paulo Leal disse julgar que “as escolas, no geral, estão preparadas, para fazerem, este ano, os exames nos 4.º e 6.º anos de escolaridade, “mas só elas o poderão dizer” e, além disso, não dispõe de “dados e lhe permitam dizer se realmente estão ou não preparadas”, ressalvou.

“O apoio dos pais aos alunos é fundamental para o seu sucesso [escolar]”, alertou, por outro lado o presidente do Conselho Científico IAVE, sublinhando que “as melhorias introduzidas no ensino [em Portugal] a partir de 1974” só revelaram resultados (positivos) na primeira década deste século, isto é, uma geração depois da sua aplicação, cujos reflexos também resultaram, em grande medida, da formação escolar dada aos pais, às famílias dos alunos mais recentes.

“Qualquer medida de educação só tem resultados, não ao fim de três, cinco ou dez anos, mas de ao fim de uma geração (20/25 anos)”, sustentou.

Mas João Paulo Leal acredita que “se se investisse no primeiro ciclo, talvez se obtivessem resultados visíveis logo ao fim de cinco/seis anos”.

A conferência de hoje, no Edifício das Matemáticas, no Polo I da UC, foi a segunda sessão de um “debate público, sem preconceitos, sobre os exames nacionais”, que a UC está a promover, no âmbito primeiro estudo sobre os exames em Portugal, designado “Comparação dos exames nacionais em Portugal com os de 12 outros países”.

O grande objetivo deste estudo é “confrontar o sistema português com as suas debilidades em função das experiências de outros países”, afirmou Jaime Carvalho e Silva, coordenador da investigação e especialista em ensino de matemática e docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC.

Financiado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, esta investigação sobre exames nacionais em Portugal e em 12 outros países envolve uma equipa multidisciplinar da UC e vários professores do ensino básico e secundário.

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