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Uma greve “artista”…

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Não deixa de ser estranho que seja utilizada uma greve como forma de justificar a ausência ao serviço por motivos financeiros. É que a própria greve implica a perda de salário… É um argumento no mínimo forçado e que para mim desvaloriza o significado da palavra greve.

O próprio discurso da FENPROF é claramente “amigável” para com a tutela conforme podem verificar. Aliás, se é reconhecida a boa vontade da tutela, não faria sentido ter a mesma boa vontade, apresentando, sei lá, uma deadline para que o problema fosse resolvido?

Financiamento das escolas em vias de ser regularizado

FENPROF mantém greve dos professores porque maioria ainda não recebeu salários em atraso há meses

A atual equipa do Ministério da Educação, em menos de um mês, desbloqueou o processo de financiamento das escolas de ensino artístico especializado, coisa que o governo anterior, por incompetência ou deliberadamente, complicou em dois anos seguidos.

Apesar disso, porém, a maioria dos professores ainda não viu pagos os salários em atraso, alguns há meses, problema que os impede de efetuar deslocações para o exercício da sua atividade profissional. Prevenindo essa situação, e essencialmente por essa razão, a FENPROF decide manter a greve convocada para o mês de janeiro, servindo a mesma para justificar eventuais faltas ao serviço que, de outra forma, seriam injustificadas. No final da primeira semana de janeiro, a FENPROF avaliará a situação e decidirá pela manutenção da greve ou pelo seu levantamento.

Regularizada a situação, a FENPROF pretende  iniciar com o ME a discussão sobre o futuro do Ensino Artístico Especializado, designadamente no que respeita ao tipo de resposta (pública / privada), financiamento, formação dos docentes, horários de trabalho e remunerações.

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