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Uma criança a vencer os pais

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birraUm destes dias, pela hora do almoço, num dos supermercados das duas maiores redes que operam no nosso País, um casal pelos trintas com uma miúda pelos 2 anos e pouco, a fazer uma birra à entrada. O usual nestas idades, sempre, gritar, chorar, o pai pegou nela e acalmou, posou-a no chão e recomeçou.

Fui tratar de aprontar o meu almoço de sanduiche, fruta e água, e lá tomei a pé naquelas mesas altas que algumas destas superfícies têm, e todos os que ali estávamos ouvimos a berraria da criança a ecoar pelo supermercado.

Claro que, há sempre o comentário de alguém, que se trata só de birra de criança, outro que diz, já é demais, e entretanto o pai e a criança passam por onde estávamos, desconhecidos, mas todos a rapidamente a almoçar, desconfortável a segurar a catraia aos berros. Pai a mandar calar, criança a mais gritar, pega, larga, pousa.

Como todos sabemos por viver neste mundo, é normal no crescimento isto acontecer. Mas deixou de ser norma, os pais acharem que aquilo tem que ser controlado e não podendo ser “ali”, deve retirar-se com a criança para fora do espaço, para não incomodar toda a gente. Mas nada, lá se foi continuando a ouvir a berraria, dado que circulavam pelo supermercado, sem se ver de momento se estavam com mais alguém.

Quando já estava na fila para pagar, olhei para a fila do lado e estava a mãe e o pai com a criança ao colo, esta sorridente e calma, um saco de chocolates e mais nada, no carinho de compras. Curiosidade de parolo fiquei a observar. Pagaram, abriram o saco, a criança feliz e contente pegou nele e entraram novamente os três no supermercado, sempre de carrinho vazio, agora, para fazer as compras que os levara por certo lá.

A criança ganhou, e, sempre que a levarem a um local que “venda coisas”, terão que lhe comprar alguma para ela sossegar. Quando, em vez disto ter sucedido, talvez, um dos pais tivesse ficado com a miúda fora do supermercado enquanto o outro fazia as compras, sossegando as criança e não obedecendo ao que ela queria, e da próxima entrariam normalmente os três.

Ou talvez não, sejam estes os tempos em que pais e mães obedecem desde pequenos às ordens de seus filhos/filhas.

Augusto Küttner de Magalhães

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