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Um Passo Em Frente

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Não se compreendia como é que uma política educativa alegadamente flexível e autónoma, impedia uma gestão do número de alunos por turma por parte dos diretores escolares. Seguramente que esta medida não irá aumentar o número de turmas, pois o fiscal Mário Centeno está obcecado em atingir um superávite financeiro e o inexistente Tiago Rodrigues, como inexistente que é, nada diz, nada faz, em defesa da Educação.

É no entanto um passo em frente com vantagens evidentes.


As escolas vão poder decidir “o número de alunos por turma, mediante um sistema de gestão da rede”. A medida está prevista no programa do Governo, no âmbito do reforço de autonomia das escolas, mas o Ministério da Educação (ME) ainda não revela quando e como avançará com a mudança.

A proposta é há muito desejada pelas associações de diretores que sempre preferiram ganhar a gestão da organização de turmas à redução dos números mínimos e máximos de alunos por turma, decidida pelo Governo de forma uniforme para todos os agrupamentos. A Confederação Nacional de Pais (CONFAP) também sempre se manifestou favorável a esta mudança.

“Se isso significar a atribuição de um número de turmas por cada ano de escolaridade, dando autonomia às escolas para decidir a dimensão de cada turma, é muito positivo.

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8 COMENTÁRIOS

  1. Bom dia
    Chamo-me Maria João Rodrigues e venho denunciar uma situação que gostaria de ver debatida
    Sabiam que um professor contratado não tem direito a diminuição da carga letiva pela sua situação? Para além de todas as injustiças de que já padece? Tenho 53 anos e não tenho direito á redução porque sou contratada. Porque é que não se fala disso? Atentamente

  2. Adoro os títulos de notícias atualmente.
    Este título esqueceu-se de dizer que nada disto é possível.
    Não colocando €€€€ na Educação, nada disto é possível.

    É um título MENTIROSO.

    • Eu faço-lhe um desenho…
      Uma turma excelente, de alunos de coro, que funciona perfeitamente e tem bons resultados, passa de 25 para 30 alunos. Do outro lado temos o oposto e a turma passa de 25 para 20. Esta medida é positiva, não resolve a questão de fundo, mas é um passo em frente. Desafio-o em dizer onde é que o título é mentiroso, onde é que a medida é negativa? Afinal, quem é que está aqui a mentir?

      • Está a ser irónico, certo?
        Lembrei-me do seguinte: O meu vizinho comeu um frango inteiro, e eu nem os ossos chupei. Mas a média é metade de um frango para cada uma. O que é mais que suficiente.
        Turmas de 30 alunos é sempre negativo. Mesmo as turmas de 30 anjinhos (numa realidade paralela) significam dose extra de trabalho para o diretor de turma e restantes professores. E dose reduzida de atenção para os alunos que mais precisam. E ao ritmo do envelhecimento dos professores e da indisciplina, perfeito… Uma medida muito positiva. Perfeita para acabar com a escola pública.
        Mas eu continuo a achar que o colega estava a brincar. Não acredito que ache bem formar turmas de 30 alunos.

        • Se não nos permitem reduzir o número de alunos por turma, ao menos que nos permitam “jogar” com o números de alunos por turma. Não vejo em que é esta medida possa ser negativa, esta é a questão central! É poucochicho? Claro que é! Mas não direi que é má.

          Quanto a ter turmas de 30 alunos, não estou a ironizar! A Ana sabe que há diretores de turma que têm o dobro do trabalho com turmas com 18 alunos e trocariam na hora pela direção de turma da vizinha com 28,29,30 alunos, onde não há faltas, não há participações disciplinares, não há alunos com necessidades educativas especiais e onde os pais estão sempre presentes.

          • A minha realidade é outra.
            Tenho turmas grandes (28-30 alunos), com problemas disciplinares, com alunos com necessidades específicas (há poucas problemáticas que reduzem o nº de alunos por turma), com muitos pais ausentes, e com vários alunos estrangeiros.
            Atualmente as turmas são cada vez mais heterogéneas. Muito heterogéneas! Criar turmas de meninos de coro, ou é impossível (na realidade da maioria das escolas) ou foge ao espírito da inclusão, criando turmas de elite e turmas de 2ª.
            Esta medida não resolve os problemas de raiz e só serve para tapar o sol com a peneira.

          • Eu concordo com o tapar o sol com a peneira. Mas em certas escolas com muitas turmas pode dar jeito.

  3. Alexandre: eu cá, espero pelo embate! Não confio, não acredito e nunca uma turma de 30 alunos é favorável para quem quer que seja.
    Estou farta de conversa fiada e quem mais tem vivido dela, sem que alguém se incomode, são as escolas!!!
    Não há dinheiro para turmas mais pequenas mas há, com abundância, para as PPP na educação…pois…
    Não há dinheiro para turmas mais pequenas mas há para contratualizar um serviço, que se pretende estender a todas as escola, com uma determinada empresa sem o MÍNIMO de know how ( quando já existem várias com trabalho feito e know how que lhes permite continuamente aperfeiçoar) que faz as escolas andarem de cavalo para burro e voltar 20 anos para trás numa ineficiência avassaladora ( deveria ser seriamente investigado) – estou a falar da merd* de E360… Negócios!!!

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