Home Escola Um Pai danado com o “vira” na educação.

Um Pai danado com o “vira” na educação.

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viraEra previsível… Depois de tantas mudanças ao longo dos últimos anos, é perfeitamente natural que a paciência seja pouca. O que dizer então dos professores que passam a vida a olhar para as carrinhas de mudanças legislativas… Novo Governo, novo Ministro significa normalmente mais mudanças. Mesmo que estas sejam positivas, são mudanças, e andamos todos fartos, fartinhos de tanto mudar, de tanto adaptar.

Atualmente existe uma cultura “resultadista”, uma escola que foi formatada nos últimos 4 anos para que aqueles 90/120 minutos resumam o trabalho feito por aluno/professor, bom ou mau. A mudança é sempre dolorosa, implica um período de ajustamento e o bem conhecido João Miguel Tavares, membro efetivo do governo sombra (programa excelente na minha modesta opinião), vai ter também que se ajustar. É natural a sua revolta, a frustração que salta a olhos vistos da sua escrita. Os professores e alunos também a sentem e são estes as principais vitimais.

Fica o artigo que escreveu e que apresenta um título bem light para aquilo que realmente sente.

A palhaçada

Reparem que deixo propositadamente de fora deste texto as vantagens dos exames de 4.º ou 6.º ano, o número de alterações às avaliações do ensino básico desde o ano 2000, a pressa e a opacidade com que esta nova revolução foi feita ou as inenarráveis contradições socialistas. O meu argumento é prévio a tudo isso – é sobre o profundo desrespeito que o Estado dedica aos seus cidadãos, tenham eles sete ou 77 anos. Invocar razões ideológicas para a direita preferir avaliar crianças no 4.º, 6.º e 9.º anos e a esquerda no 2.º, 5.º e 8.º é absolutamente patético. A única ideologia está no método: só mesmo quem acredita que o Estado é o alfa e o ómega da existência humana pode dispor da vida dos cidadãos com a vergonhosa leviandade que o ministério da Educação acaba de exibir.

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