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Um “Não” na altura certa faz a diferença.

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voce-sabe-dizer-naoContinuamos a ter que assistir por todo o lado, a um crescendo de pais/mães que não sabem ou não querem dizer “não” quando é “não”, aos seus filhos/pequenos. Quando forem grandes já é tarde. Os filhos, pensa-se – mas por certo erradamente – têm que ser amados, terem carinhos, mas também serem educados de forma a conseguirem em todas as etapas das suas vidas “funcionar minimamente em sociedade”.

Desde pequenos terão – ou não – que lhes ser incutidos alguns limites. Limites que não podem ser constantemente ultrapassados, mas caso o sejam, pais e mães em sintonia, em harmonia, e nenhum atenuando as indicações do outro – hoje mais elas, que mais mandam – têm que repor, impondo-se.

Ter filhos é assumi-los – ou nem por isso – mesmo no pouco tempo que mães e pais tenham disponível, para com eles “estar/viver”, acompanhá-los, acarinhá-los, mas também e de sobremaneira educá-los, se souberem. Não pode ser tudo à toa, como tanto acontece. Dizer “não” quando é mesmo “não”, e até explicar esse “não”, mas não ceder, não recuar, não ter medo de o fazer, é essencial. A falta de “mando” por parte de pais e mães, ou estas a contrariar aqueles, cria “bandos” de crianças mal comportadas – e são tantas – e produz adolescestes sem rumo. E depois tantos se admiram como vão, estes jovens, acabar em grupos terroristas. Crianças que atingindo os 14 anos passam a mandar abertamente nos seus pais e mães, a fazer tudo o que lhes apetece, e nessa altera um “não” tardio das mães/pais, por norma equivale a um estalo nos progenitores.

O tempo que pais e mães passam e devem passar com os filhos – para isso os tiveram – por pouco que possa ser, tem que o ser com qualidade, tem que ser “estar de facto”! Estar de facto, implica disponibilidade, implica que todas as tecnologias que impossibilitam o contacto directo, olhos nos olhos, entre todos, devem estar fora de “vista”. Desligados. Televisões, ipads, iphones, telemóveis, têm o seu tempo – que por norma já é excessivo –  que não é o mesmo de se estar em “família”, se este termo ainda tem algum conteúdo nos dias de hoje. Parece que não! E, sem autoritarismos excessivos e não adequados aos tempos actuais, mas com regras, limites, bom senso, mães e pais têm – ou não – que se fazer presentes, mas impor-se, têm que mandar, sem medo de o fazer.

De facto! Talvez, ou talvez nem por isso, o contacto com gerações mais velhas possa ser útil a muitas crianças, se bem que pais, e mais mães achem hoje, que os avós só servem e por vezes até mal, para fazer recados, serviços, transportes e pouco mais, muito pouco mais.  Tempos em que vivemos em que os sexagenários são “um mal necessário”. Somos! Os filhos, se os pais e mães os souberem e quiserem educar e acarinharem, irão um dia agradecer-lhes e não bater-lhes, mas mesmo que tal não venha a acontecer, não será por não terem feito o melhor, que não era sempre ter dito sim, quando muitas vezes deveria ser, não!

Augusto Küttner de Magalhães

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