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Um Mundo de Loucos

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«Os sociólogos, o mundo da medicina, a Antropologia,, a Psicologia, a Neurologia e a Psiquiatria são hoje unânimes que se vive num mundo de ansiosos, de stress que vai matando aos poucos.

A procura da felicidade pela harmonia e a amizade verdadeira e a solidariedade foi-se transferindo nas sociedades ocidentais pela procura do poder da riqueza material, na obsessão de patamares superiores em relação aos seus semelhantes. O mundo trabalho, tantas vezes insuficiente e mal pago e de horários intermináveis com objetivos a cumprir são nitidamente incompatíveis com a procura de nós mesmos e dentro de nós mesmos e faz hoje das sociedades ditas modernas, sociedades doentes e altamente medicadas que levam à descrença, a rotinas doentias e a uma busca irreconciliável daquilo que é realmente importante para qualquer ser Humano. A Felicidade!

Então ser forte hoje é ser buçal, petulante, ruidoso, desonesto, imbecil e cretino? Não ser forte é conviver e sofrer com a solidão, o desespero, a preocupação e desejar acabar com o egoísmo e a maldade!

Em consequência a finalidade de todos e cada um que não tenha defesas interiores e fortaleza psicológica o que encontra no dia a dia são “burnouts”, graus de desmoralização tantas vezes diagnosticadas em ansiedades de todo o tipo e consequentemente a depressões insanáveis, irreversíveis e crónicas.

Afinal que mundo é este que estamos a criar? Afinal que momentos dedicamos à contemplação, à leitura, à Natureza, aos encontros saudáveis às declarações de amor com o próximo se “esta forma de vida” não nos deixa espaço para o que é realmente importante?

Que mundo é este em que a busca de fraternidade entre os Homens tem menos valor do que a ostentação, a uma vida sem vida e cheia de preocupações, tantas vezes, irrelevantes mas que nos ocupam e preocupam todos os dias?
Encontrar nos ansiolíticos a panaceia de todos os nossos “males de alma”? Encher a indústria farmacêutica de milhões a troco da dependência crónica e com resultados perniciosos?
Passarmos os dias a correr sem muitas vezes saber para onde e porquê?

Estaremos condenados a tempos de desgaste emocional que acabará matando-nos se não pensarmos em “mudar de vida e de prioridades”.
Acabaremos verdadeiros “Zombies”.»

Texto do colega João Viegas

(11-12-2019)

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