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Um Ministro pouco “expressivo”…

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musica lixoSe há algo que não podemos acusar o ministro da educação, é de falta de coerência na sua orientação/ideologia relativamente às disciplinas de expressões. Neste mandato e se não me falha a memória, assistimos ao fim da educação tecnológica, ao afastamento da disciplina de educação física da média de acesso ao ensino superior, na redução do número de horas do desporto escolar, na colocação e pagamento tardio aos professores que lecionaram as atividades de enriquecimento curricular (AEC), e por fim ao corte continuado no ensino artístico especializado e que ontem foi notícia. Do lado oposto, tivemos uma aposta clara nas disciplinas de Matemática e Português. Não vou opinar se este reforço foi ou não justificável e se valeu ou não a pena, o problema é que esta valorização provocou elevados danos colaterais.

Não sou apologista da hierarquização curricular, os alunos do ensino não superior precisam de uma formação transversal que facilite uma posterior especialização. Nas escolas sente-se claramente uma discriminação, onde alguns modelos pedagógicos preocupam-se única e exclusivamente com as disciplinas de “elite”.

É natural que os professores dos diferentes grupos lutem pela sua “dama”, mas fica mal alguns tiques de altivez e sobranceirismo.

As expressões têm um papel importantíssimo no combate ao abandono escolar, na inclusão, na promoção da saúde e no desenvolvimento cognitivo e social. Se queremos ser um país de futuro e com futuro é imperativo dar expressão às expressões.

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