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Um Milhão De Alunos Pode Não Voltar À Escola

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Cerca de um milhão de alunos dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos está em risco de não voltar à escola até ao final do terceiro período, que acaba a 4 de junho para os que frequentam o 9.º ano.

Para já, só para os quase 400 mil jovens do Secundário se vislumbra a possibilidade de regressarem às aulas presenciais em maio, de modo a prepararem-se para a realização dos exames finais letivos, que arrancam a 15 de junho, de acordo com o atual calendário.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, só no final deste mês é que o Governo irá decidir sobre a eventual reabertura dos estabelecimentos de ensino. O presidente da República disse, ontem, que se a evolução do número de infetados de Covid-19 “continuar assim [mais baixo do que era estimado] permitirá, pelo que diz o primeiro-ministro, no final do mês de abril termos uma decisão” sobre o regresso às escolas.

Porém, o chefe de Estado assinalou, após um encontro com produtores de tomate da lezíria ribatejana, que “há condições para os cerca de 400 mil alunos do Secundário fazerem a sua vida”, além dos “professores, pessoal e transportes”.

Tal como o JN tinha avançado na sua edição da última quarta-feira, o Governo só perspetiva a reabertura do Secundário – devido aos exames de acesso ao Superior e por ser mais fácil de cumprirem medidas sanitárias e de distanciamento social. Para os mais novos, a solução pode passar pela anulação das provas de aferição, que começam a 4 de maio, e mantê-los com o ensino à distância em casa e com o apoio de aulas pela televisão pública.

O primeiro-ministro já admitiu que o encerramento pode “ir muito além” da Páscoa, prazo que o Governo impôs a 12 de março, quando anunciou o fecho das escolas. À Renascença, António Costa explicou que os exames no Secundário, em vez de arrancarem a 15 de junho, poderão acontecer naquela que seria a segunda fase – 21 de julho. E esta última cair para meados de setembro. Mas compromete-se a revelar a a decisão a 9 de abril.

Para já, “não há uma resposta”, “nem como vai ser feito e a que velocidade” regressam as aulas, assumiu a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas. “Um grupo de académicos está a fazer estudos e a ver mais dados e informação para poder responder melhor”, apontou.

Aulas na TV do Estado

Após a Páscoa, para os primeiros ciclos arranca um novo formato da antiga telescola na RTP/Memória, como resposta à falta de computador e Internet em casa assinalada por 20% dos alunos, com blocos temáticos de matérias que já estão a ser produzidos, soube o JN.

“Como não era possível chegar a todos os alunos através dos meios tecnológicos, vamos fazê-lo pelos meios mais tradicionais”, avançou Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, que recebeu da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas sugestões de medidas a aplicar. Entre elas, segundo Filinto Lima, algumas que visam deixar “alunos menos ansiosos, principalmente sobre a época de exames”.

O JN apurou que a Universidade Aberta, que absorveu o Instituto de Tecnologia Educativa – criador da antiga telescola – é uma das entidades envolvidas no projeto a ser emitido pela RTP/Memória e disponibilizado no site Ensina. A RTP/2 ficará dedicada à produção cultural, “um dos setores mais atingidos”, disse fonte do canal.

Fonte: DN

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