Início Boas Práticas Turmas pequenas, homogéneas e com 2 professores = SUCESSO

Turmas pequenas, homogéneas e com 2 professores = SUCESSO

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As boas práticas devem ser publicadas, não para defender uma qualquer ideologia mas por provarem que em determinada realidade o sucesso é possível. Começo pelo fim da notícia do jornal Público que vai ao encontro da minha forma de pensar. Se os resultados não são positivos é preciso rever e mudar de perspetiva. Não se trata de passar ou chumbar toda a gente, de fazer exames ou provas de aferição, trata-se sim de ajustar um modelo à realidade e cumprir a função da escola que é ENSINAR para que o aluno consiga APRENDER. Sou forte defensor da autonomia escolar e não confundir essa autonomia com eventuais facilitismos, um carimbo que sai rapidamente do bolso quando se quer abordar um assunto “fora da caixa”.

“Se nós aplicarmos sempre a mesma receita, dificilmente teremos resultados diferentes. E quando procurarmos resultados diferentes, temos que mudar alguma coisa”, argumentou Jorge Carvalho, desafiando outras escolas regionais a “saírem da zona de conforto” e inovarem. “O ensaio e o erro fazem parte do processo”, disse.

A escola do Caniço e a escola Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos do Estreito saíram da zona de conforto.

Assim, foram compostas cinco turmas, cada uma com um máximo de 15 alunos (22 na escola do Estreito). Em quatro, foram agrupados os alunos que, com base no desempenho académico dos anos anteriores, apresentavam mais dificuldades e receberam mais apoio pedagógico. Na quinta, ficam os restantes. Todas tiveram a mesma mancha gráfica horária e pares pedagógicos (dois professores por sala) em disciplinas consideradas nucleares, como Português, Matemática e Língua Estrangeira.

“Foi pedida a mesma exigência que caracteriza a escola, quer em termos disciplinares quer na aprendizagem”

A aplicação de pares pedagógicos é excelente e nas minhas bandas, através do novo projeto para o sucesso (se o dinheiro chegar lá das Europas) será uma realidade em algumas disciplinas. A maioria das escolas não tem possibilidade de aplicar esse modelo sem ajuda externa, mas que 2 professores é sempre melhor que 1 e se as turmas não tiverem mais do que 15/20 alunos, maravilha! O sucesso fica a “mão de semear”. Não é ciência nuclear e qualquer pessoa com estudos ou sem estudos é capaz de dizer que menos é muitas vezes mais e no ensino isso é evidente.

Sobre as turmas homogéneas, a prática não é nova, o projeto Turma +, o projeto Fénix, as Turmas de Nível, são conhecidas e todas elas apresentaram bons resultados. Esta adaptação visa acima de tudo respeitar os ritmos dos alunos e é neste ponto que existe um forte choque ideológico entre os que defendem uma escola virada para os resultados e uma escola virada para os processos. E como ambos têm de existir, a escola viverá sempre neste jogo do empurra.

Ao contrário do que dizem, na Educação existem receitas para o sucesso e só se chamam milagrosas pois não há dinheiro para as implementar…

cortes na educação

(carregar na imagem para ver a notícia)

Projecto com turmas homogéneas na Madeira melhora notas e reduz reprovações

(Márcio Berenguer)

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