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Turmas Mistas No Pré-Escolar? Não, Obrigado – Alberto Veronesi

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Usar o termo ‘pré-escolar’ quando nos referimos ao jardim-de-infância é polémico! Enquanto uns defendem que nessa idade há que aproveitar a curiosidade inata das crianças e prepará-las para a escola; outros consideram que não só isso é prejudicial ao desenvolvimento e inadequado à faixa etária mas também que se devia adiar a entrada no 1.º ciclo para os sete anos. Generalizar é, a priori, incorrecto!

No pré-escolar da escola pública, as turmas são mistas e isso traz mais desvantagens do que vantagens. Aliás, tenho alguma dificuldade em perceber quais as vantagens! Considero que uma “preparação” para o 1.º ciclo não é antónimo de falta de brincadeira. Tenho um exemplo em casa de alguém que aprendeu a ler e a escrever aos 5 anos e nem por isso foi menos feliz que os outros meninos da mesma idade, nem por isso deixou de brincar, nem por isso deixou de ser criança.

O educador de infância tem um papel fundamental na formação pessoal e social das crianças pelas quais é responsável mas não pode “descurar” a parte técnica e prática do dia-a-dia. Para isso é preciso que lhe dêem condições, ou seja, que acabem com as turmas mistas no pré-escolar, pois torna-se impossível/impraticável trabalhar com crianças de 5 e 6 anos, na sua componente mais preparatória para o 1.º ciclo, ao lado de outras crianças com idade inferiores e que também elas necessitam de outro tipo de atenção e de trabalho.

Mas isto, meus caros, só se consegue quando acabarem com as turmas mistas, só assim os educadores de infância conseguirão!

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1 COMENTÁRIO

  1. Caro Alberto (deixe-me tratá-lo assim, dada a familiaridade com que fala sobre a “Educação Pre-Escolar”…), o seu artigo sofre de inúmeras erradas informações e, quiçá, revela alguma intenção que não se torna clara na primeira leitura…
    Ao ler, compreendo que, antes de mais, fala da Educação pré-escolar como um nível de “preparacão” para alguma coisa (que se subentende seja a “escolaridade”). Também revela que “lá em casa” tem um exemplo de quem aprendeu a ler e a escrever aos 5 anos.
    Por último, revela também que “juntar crianças de 5 e 6 anos não é positivo”…
    Ou não percebi de todo, ou a intenção deste texto acaba por ficar oclusa em algumas frase chave que não cumprem…
    Sou educador de infância. Conheço as OCEPE como poucos professores do primeiro ciclo conhecem as Competências Essenciais.
    Tive, ao longo da minha carreira, muitas crianças que aos 3 e aos 4 anos já sabiam ler e escrever (na perspetiva que designa).
    Já tive turmas compostas maioritariamente por crianças com o mesmo nível etário e não significa, necessariamente, melhor preparação para o que quer que seja (em termos de formação escolar).
    Revelo que a “homogeneidade” etária não define nada.
    E, por último, quero evidenciar que o parco trabalho da Educação pré-escolar na “formação racional e técnica” não é negativo: antes pelo contrário, tal como define o preâmbulo da Lei Quadro e também refere a Lei de Bases do Sistema Educativo, a educação pré-escolar é a primeira etapa da formação PARA A VIDA…
    Logo, antes de fazer uma leitura restritiva do que é a educação pré-escolar, talvez fosse importante compreender o que é, para que serve e o que pretende.
    E, talvez fosse, também, importante perceber o que se espera que as crianças “atinjam” no final do primeiro ciclo da escolaridade obrigatória…
    Só assim estarão criadas condições para um debate sério.
    Se, por outro lado, quisermos conversar sobre dimensão das turmas, cá estaremos…

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