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Triste o país que trata assim os seus professores (alunos e escola pública).

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Saíram as listas do concurso externo para vinculação dos professores contratados. Estas ainda refletem, a ”norma horribilis “imaginada pelo anterior MEC e que procurou enganar a Comissão Europeia, como pretensa forma de terminar com a precariedade docente. Mas os factos são estes: em 2016 continuam sem vínculo, inúmeros professores, com muitos e muitos anos de serviço e contratos com o Ministério da Educação. A precariedade continua aí, é uma realidade para muitos professores, uma realidade dolorosa, para muitos que esperavam por uma forma mais estável de emprego, após longos anos de trabalho e dedicação à escola pública. No entanto, repentinamente viram as suas vidas profissionais regressar à precariedade tal com a tinham sentido (ou ainda pior) no início da sua atividade devido a medidas economicistas, que cortaram em 30 mil o número de docentes em exercício nas escolas.

Num contexto em que as estatísticas indicam um significativo aumento da idade docente (em que dentro de uma década metade dos professores dos quadros estarão reformados), devido precisamente à não abertura de vagas de quadro em tempo devido, impedindo a entrada de novos quadros. Estamos hoje, precisamente, no tempo certo para a integração dos docentes que há muito aguardam a sua oportunidade. Assim poderá evitar-­se uma ruptura sistémica, num cenário em que metade dos professores do quadro reformar-­se-­ão, criando uma significativa instabilidade no sistema de ensino. 

Talvez esteja na altura certa de terminar com a precariedade e integrar no sistema, os professores com mais anos ao serviço da escola pública ,para que daqui a uns anos possamos voltar a ter um equilíbrio na idade docente. Num contexto de um governo que procura combater a precariedade e apostar na escola pública, esta é a altura para agir. Talvez possamos assim, acabar com a precariedade docente, (ou talvez ainda pior que precariedade, dado o tempo de serviço de muitos professores, o que torna este caso, num caso único numa Europa dita civilizada) e simultaneamente dar um salto qualitativo no sistema de educação que esta renovação trará concerteza.

Os professores contratados aguardam uma palavra deste novo Ministro da Educação, que lhes possa dar uma certeza sobre o seu futuro profissional, ainda nada de concreto foi referido sobre esta, mais do que lamentável, situação.

Álvaro Vasconcelos

1 COMMENT

  1. Infelizmente, a situação tende a perpetuar-se. Além do problema demográfico que lhes servirá sempre de pretexto, faltar-nos-á, por muitas décadas, o dinheiro que uma medida mais justa implicaria.

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