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Total Impunidade no incumprimento de regras

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chega_de_impunidade1Estamos a viver um tempo, no nosso País, em que há uma total impunidade para com quem não cumpre regras. Já o termo “regras” há muito ou não quer dizer nada, para a maioria dos nossos concidadãos, ou é para não cumprir, não excepcionalmente, mas sempre.

E assim começando pelas mais elementares regras de trânsito, passando a outros “incumprimentos”, cada um faz o que bem lhe apetece dado que sabe que nada lhe vai acontecer.

E, vemos nos mais diversos locais das nossas cidades e não só, as regras no trânsito que passaram a ser de “não cumprir”, uma vez que nada acontece, cumprindo ou não.

A impunidade está instalada, tal como o incumprimento, andam de mãos dadas, não só mas também, no trânsito. E, a Justiça demora tanto a ser Justa, que tudo esquece.

 Assim, se pode estacionar em cima de passadeiras, em segunda ou terceira fila, em cima do passeio, passar semáforos vermelhos, sair do estacionamento sem fazer pisca, e “o/a” não cumpridor(a) por se saber que nada vai acontecer, repetirá sempre o mesmo (não) comportamento.

 E se passar uma viatura da “autoridade” bem sinalizada, por mais devagar que circule, ou seja, não vai em serviço urgente, vê mas não vê, vê mas nada fez, o que cria ainda mais impunidade em que já por norma, não cumpre. E se alguém, quer colocar a “ideia” de que o aqui e agora está a ser escrito é total inverdade, bastará experimentar, bastará mesmo se for excepção, e for cumpridor sempre. Ver o que lhe não acontece não cumprindo. Nada!

E esta impunidade que começa ou passa pelo trânsito automóvel, que é o mais visível, segue em tudo o resto. Nas praxes académicas, na miudagem a comprar bebidas alcoólicas e a utilizá-las aos 12 anos, a haver um crescendo de assaltos, a haver tantos arguidos públicos/publicados e conhecidos, que assim ficam anos e anos e anos, sem nada se resolver, se algum dia o vier a acontecer/ ser.

E, como ninguém se quer maçar, ou por haver menos elementos de segurança pública e não só, de que os que deveria haver, ou por ser muito complicado a burocracia a tratar, ou por receio de agressões por parte dos incumpridores, nada se faz. E quando” nada se faz” perde-se a autoridade, e quando esta se perde como já foi o caso, não há quem faça cumprir as mais elementares regras de trânsito, quanto “mais o resto”!

E a impunidade é geral. E dá para assaltar pessoas e bens, e causar distúrbios e mais, dado que difícil será acontecer “algo” que o impeça de fazer, e muito menos que previna, antes de acontecer.

E claro que a insegurança, o mal-estar, é uma constante, que só não vê quem anda distraído, ou quem não quer ver. E claro que aumentam os assaltos, aumentam os incumprimentos de tudo e nada, acompanhado de falta de civismo, de deseducação, de tudo fazer ou não, por que sim. E a impunidade é a “regra” e estamos a falar no nosso País, não em outro no meio de África, e talvez seja grave, ou não!

Augusto Küttner de Magalhães

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