Home Escola “Tive 5 negativas no 2º período e fui para a rua na...

“Tive 5 negativas no 2º período e fui para a rua na 1ª aula do 3º…”

217
31

Depois da minha boa vontade, numa clara tentativa de motivar as “tropas” e os nossos “utentes”. Pimba!!! Lá começa o 3º período e o romantismo rapidamente se transforma numa realidade vil e cruel…

Um aluno que sabe que está em situação de retenção iminente, ao ir para a rua na 1ª aula do 3º período, revela bem a sua predisposição, neste caso falta dela, para fazer all in nesta sua última cartada antes da derrota final. Pior ainda, é constatar que há alunos nestas condições, que nem sequer levam material no seu regresso à escola, o que revela uma clara premeditação para arranjar confusão, numa tentativa mesquinha de se vingar das negativas que os professores lhe atribuíram.

Esta atitude, além de provar que estamos perante “criaturas” que se julgam o centro do universo, incapazes de reconhecer as suas falhas e assim corrigi-las, constatamos também, uma clara falência familiar que não fez o seu trabalho de casa numa altura decisiva do ano letivo.

Como é que é possível, um encarregado de educação – e leia-se bem a sua designação e o que ela quer dizer – de um educando de risco, deixá-lo ir para a escola sem verificar se este leva o material indispensável para a sua formação, ou pior ainda, que não tenha tido uma conversa motivadora, agregadora, que lhe desse um boost final que podia valer 1 ano letivo. Mas que pais são estes que afirmam que já não sabem o que lhes hão de fazer, quando na realidade o que eles deviam estar a dizer era: Eu não sei o que ando a fazer!!!

Podemos ter professores excelentes, com um modelo educativo excelente, mas se os pais não passam de um ridículo fraco, o resultado só pode levar a alunos medíocres.

Uma comunidade educativa é algo que devia comungar o mesmo objetivo, mas nesse departamento estamos muito longe de uma cultura escolar que vise o esforço, o espírito de sacrifício e um altruísmo parental que sirva de exemplo para os seus sucessores. É triste, muito triste lidar com a incompetência de progenitores que não passam de “paridores” irresponsáveis…

Pais Precisam_se

 

31 COMMENTS

  1. Excelente artigo. Parabéns!
    É uma descrição muito real do que encontramos nas escolas.
    Só não concordo quando diz,..”deixá-lo ir para a escola sem verificar se este leva o material indispensável”. Essa é responsabilidade do aluno. Os pais ao receberem a indicação do professor devem mostrar que consequências tem esse comportamento. Neste caso, já sabemos o que acontece,…nada!
    Fantástico e muito obrigado pela partilha!

    Tenha um excelente dia!

    • Concordo consigo Nelson no caso de um aluno “normal”. Só que estou a falar de alunos em risco de retenção e que precisam de um acompanhamento mais apertado por parte dos pais, mesmo que provisório.

      E obrigado pelas palavras 😉

    • Excelente artigo e respetiva resposta, mas … O Sistema Educativo deverá tratar de forma diferente quem se assume diferente, quer os E.E. quer os discentes. Talvez esteja na hora de providenciar medidas legislativas que contemplem estes casos e, verdadeiramente, retirar do ensino regular quem não quer e dar-lhes a possibilidade de realizar outro tipo de aprendizagens enquadrados pela escola mas viradas a 90% para as aprendizagens de carácter prático, com regras rígidas. Quem não cumprir deverá, então, ser retirado, devendo o Estado assumir a sua educação, inserindo estes adolescentes nos centros educativos em regime fechado até que a aquisição de regras seja visível.

  2. Infelizmente, o artigo escrito espelha a realidade das nossas escolas. A demissão de muitos pais, relativamente ao percurso escolar dos filhos é um facto e por isso, não vale a pena “escondermos o sol com a peneira” nem continuarmos a arranjar atenuantes para estas situações. A escola não é ATL, nem tão pouco um cento de reinserção educativa nem correctiva. É um local de aprendizagem e deve ser respeitado como tal. Um sistema educativo gratuito, que não impõe contrapartidas aos seus alunos nem aos respectivos encarregados de educação, potencia e promove este tipo de condutas.

  3. Qual a idade do aluno, 7 anos – 17 anos? E o enquadramento da situação? É repetente? Não é? Está integrado no ensino vocacional, não? Está sinalizado por serviços sociais? É um aluno de risco porquê? E quando fala de alunos, quantos? Da mesma turma? De várias turmas?

    E foi para a rua porquê? E foi só ele? Ou foram mais? E quantas vezes já tinha ido para a rua antes?

    E já agora, o que fez a docente anteriormente em relação a este aluno? E aos outros? Que medidas foram tomadas? E o que disse a direcção de turma ao encarregado de educação na reunião de entrega de notas do segundo período? E do primeiro? E antes? E a Escola?

    E já agora também, o docente em questão, quais as suas últimas avaliações? E os feedbacks de encarregados de educação e alunos? E o que dizem os colegas e os funcionários do docente? E qual tem sido o seu percurso no ensino? Já teve queixas no passado? Esteve de baixa médica nos últimos tempos? Se sim, porquê? E qual a última formação que fez? E escreveu este texto quando? No período da Páscoa? E considerando que em Portugal os trabalhadores têm direito a 22 dias de férias e as pausas lectivas nas escolas não são período de férias – por lei os docentes têm que estar na escola no horário normal de trabalho a não ser que coloquem férias (o que obviamente sabemos que não acontece) – este docente meteu férias e cumpriu a lei? Ou estava a faltar injustificadamente quando escreveu o texto? E há quantos anos não cumpre a lei?

    E quando temos encarregados de educação e alunos que cumprem o seu papel na íntegra, com maior ou menor dificuldade e sacrifício e têm professores que não têm o mínimo de competência ou vocação? Que são uma verdadeira nódoa? Que são verdadeiramente medíocres? Que escrevem aos encarregados de educação textos cheios de erros ortográficos? Que não sabem a matéria nem responder às questões dos alunos? Que mal sabem usar um computador? Que estão na sala de aula e atendem os seus telemóveis? Que dão notas erradas porque não sabem utilizar uma folha de cálculo de excel básica? Que discriminam, ofendem e agridem (não fisicamente) certos e determinados alunos? Que saem das salas para irem fumar? Que chegam constantemente tarde à escola? Que a seguir ao almoço vão a cheirar a álcool para as aulas? Que publicam informação na redes sociais em tempo e hora de aulas? Que não impõem (porque não sabem ou não querem) a disciplina na sala de aula? Que são displicentes? Que têm uma imagem desleixada e suja, ao ponto de irem para a escola a cheirar mal e com a roupa suja? Que faltam à escola e depois estão nos intervalos a beber café ou a almoçar com os colegas? E que justificam faltas com atestados médicos falsos? Que nos intervalos estão na sala dos professores e exigem ser servidos (o café e o bolinho) pelos funcionários, que não são pagos para isso? Que utilizam os recursos das escolas em proveito próprio? Que encaminham os seus alunos para as explicações particulares dos colegas e vice-versa, num negócio não declarado e tão pouco ético? Que falam alto e dizem asneiras quando circulam com os colegas nos corredores, independentemente de quem esteja a ouvir? Que, por serem docentes, chegam às filas dos bares e das cantinas e passam à frente dos alunos e são atendidos em primeiro lugar? Que quando deviam estar na escola a trabalhar já foram para casa? Que são arrogantes, prepotentes, têm a mania e se julgam superiores perante colegas, encarregados de educação, alunos e funcionários? Etc, etc, etc…

    E o que pensa o docentes do ensino superior sem o mínimo de qualidade e exigência que cresceu como cogumelos ao longo dos anos e que tem vindo a formar hordas de professores sem qualquer qualidade e preparação e que agora estão no ensino, numa espiral de crescente desvalorização do mesmo?

    E o que pensa dos sindicatos? É sindicalizado? Se sim, qual a última vez que foi a uma assembleia? E que tipo de intervenções tem feito? Ou cala-se e vota a tudo? E se não vai, porque é que não vai (talvez porque é mais cómodo ficar em casa)? E se não é, porque é que não é? Não vale a pena? Não acredita que os professores devem defender em conjunto a classe? E que esse alheamento vai permitindo que os senhores sindicalistas se mantenham ad-eternum, defendo tudo – interesses, “tachos”, ideologias políticas, etc…, menos a classe e o Ensino? Ou será que também faz parte do “circuito”?

    E o que pensa do negócio escandaloso dos livros escolares? A quantas reuniões de apresentação de livros já foi? E quanto material didático recebeu gratuitamente das editoras ao longo dos anos? E, depois disso e com que isenção, participou na adopção deste ou daquele manual pela escola?

    E, enquanto cidadão, o que tem feito para ajudar na resolução dos problemas de ensino? Quantas interpelações a quem de direito? Quantas denúncias? Quantas participações activas? Quanta luta séria?

    Para além do que referi, poderia ainda descrever muitas outras situações que conheço pessoalmente e a partir daí generalizar que todos os professores são no mínimo, irresponsáveis, mesquinhos, fracos, ridículos, medíocres, miseráveis e que nem professores deveriam ser. Mas que são e que é uma tristeza termos que lidar com eles. Com o agravante de ainda serem pagos com os nossos impostos!

    E depois juntava isto tudo e escrevia um artigo com um título em parangonas “Professores Precisam-se”

    Pois é… há que ter cuidado com textos superficiais, vagos e generalistas que são demagógicos, parciais e perigosos!

    Os docentes – pelo papel que têm e que desempenham (ou deviam desempenhar), têm responsabilidades acrescidas porque estão numa das bases da cidadania – pela transmissão de conhecimento, pela educação que dão ou que deveriam dar – sim, porque também são educadores!, pelo exemplo que deviam apresentar e que tantas vezes não apresentam, pelo contrário, pelo modelo que deviam representam mas que não representam em tantos casos, para o papel que lhes está destinado mas que não querem ou não sabem desempenhar.

    Para terem o respeito que pedem e exigem (e que merecem e na maioria dos casos lhes é devido!), têm que se dar ao respeito e têm que respeitar…

    E, por outro lado, os vários intervenientes na Educação – encarregados de educação, alunos, docentes, funcionários e demais entidades têm que deixar apenas de apontar o dedo uns aos outros (uns mais que outros) como o têm feito quase sempre e trabalharem a sério e verdadeiramente num Ensino sério e capaz – começando talvez por um auto-exame individual e de classe, por descerem de certos pedestais e perceberem que também eles próprios têm que “arrepiar” caminho, perceberem o que têm feito mal e começarem eles próprios por darem mais o exemplo, com mais participação e com mais altruísmo e respeito pelas outras partes envolvidas…

  4. Pois eu dou Nota Negativa é ao professor que descreve os seus alunos como “tropas”, “utentes”, “criaturas”, “medíocres” e os pais como “paridores irresponsáveis”, “ridículo fraco”. Afinal que educação foi a sua? Quem assim descreve alunos e pais com tamanho desprezo, reflecte uma “clara falência familiar que não fez os seus trabalhos de casa”. Com essa falta de educação e de humildade só demonstra que está na profissão errada e, claramente, uma deformação de carácter.
    Não existe formação para ser pai e mãe mas existe formação de professores. Não existem bons e maus alunos, existem bons e maus professores, bons e maus modelos educativos e existem boas e más escolas. Cada um só dá o que tem e o senhor Alexandre Henriques, com um texto tão negativo só demonstra que afinal não tem muito para dar. Já pensou em Agronomia? É uma área com futuro!

    • Deve ser uma mãe permissiva.. Eu sou pai e professor e o seu comentário deu-me vontade de rir…rir daqui a uns anos com o percurso que os seus “meninos” , porque com uma mãe assim serão sempre meninos.

      • A sério Bazófias? Bem, Bazófias para um professor está tudo dito. Poderia até dar-me vontade de rir, o seu comentário, mas não deu. E não deu, porque ao pressupor erradamente, concluir rapidamente, tratando-se duma pessoa com responsabilidades acrescidas devida à sua profissão, quase me dava era vontade de chorar de tristeza. Por vezes detesto ter razão, acredite. Nem imagina o que professores como o senhor fizeram com um dos meus meninos. A humildade é próprio dos Grandes e o senhor não a tem.

        • Durante dezenas de anos sempre fiz bom trabalho com os alunos. Tenho em cada um deles, bem como nos pais um amigo. Pode ter a certeza que não fui por ser permissivo….

  5. Obrigado Amélia e Artur pelas vossas respostas. A minha resposta a ambos é só uma…
    10 de Abril de 2016, 21 horas e 8 minutos – 1270 partilhas no facebook e 4133 visualizações. Não estou sozinho e não meto a cabeça na areia e se o discurso foi duro então havia de constatar a realidade…
    E se quiserem continuar a enviar-me miminhos força, mas aviso já que não tenho problemas de auto-estima…

    • P.S – A carapuça é para servir a quem a merece… E se vissem o que eu vi e soubessem o que eu sei,talvez não defendessem tanto os respetivos progenitores. Ou acham que no jardim só existem flores bonitas?

      • Se me permite, uma correcção: “defendessem” e não “defendem-se”.
        Também sei do que falo, embora o Sr. Artur Reis tenha explicado melhor. O Alexandre nem imagina o que eu sei!
        Sei que é difícil fazer chegar alguma humildade a uma pessoa prepotente e arrogante. E sim, infelizmente sabemos que o Alexandre não é o único. Também sei de quem faz a diferença e são esses Professores que me merecem toda a consideração e respeito!

        • Defendessem é evidente. Foi uma alteração de texto que depois corrigi e deixei ficar, mas isso não interessa para o caso.
          Amélia, vamos ser claros e não gosto que outros fiquem com uma imagem que não tenho no meu quotidiano.

          Tenho um profundo respeito pelos pais, eu tb o sou… E se fui duro no texto foi porque a realidade também é dura e estava mesmo chateado por ter perdido mais um aluno e por saber que a culpa está mais em casa do que no próprio.
          Este texto não era sobre professores, sobre esses eu já disse muito e nem sempre fui meigo. Existem bons e maus profissionais, quer sejam professores, carpinteiros, pais, etc.

          Não percebo o porquê de tanta surpresa. Não percebo o porquê de estar a sentir dores que não são suas. Espero que acompanhe o ComRegras e aí sim tenha um juízo mais correto sobre as minhas ideias.

          E para ver que estou de boa fé, se quiser envie-me a sua opinião e publicarei com todo o gosto [email protected]

      • Quanto aos números de visualizações e partilha que refere orgulhosamente, cuidado com a leitura que lhes faz. Não servem de estatística abonatória. Eu fui uma das pessoas que partilhou a pretexto de um mau exemplo. Poderia sugerir-lhe alguns bons exemplos e opiniões diferentes da sua de elementos da sua classe profissional, dos quais destaco António da Nóvoa, David Rodrigues, e até de alguns psicólogos, pedopsiquiatras, neurologistas e educadores.
        Poderia também falar-lhe da minha experiência enquanto aluna, mãe, funcionária pública na área da educação e cidadã, bem como de todos os excelentes professores que conheci e conheço, cujos maiores “inimigos” são colegas docentes. Mas não vou fazê-lo. Não me parece que valha a pena. 🙂

        • Eu tenho acesso às partilhas e o que é escrito nelas… E não tem nada a ver com orgulho, quero lá saber disso. Era apenas para provar que não sou o único que se sente indignado com a atitude de alguns, repito, alguns pais. Mas acho que não descobri a pólvora ou descobri?
          Sobre o não valer a pena, é pena, pois para mim vale sempre a pena, mesmo quando escrevemos algo sabendo de antemão que corremos o sério risco de ser “cilindrados”, julgo que devemos dar sempre voz à nossa consciência, a isso eu chamo caráter, algo que prezo mesmo que assim não o entenda…
          Talvez assim estivéssemos em igualdade e eu pudesse rebater ou concordar com as suas ideias. Assim só ficam as minhas e os insultos que me fez, é pena…

          E se quer defender-se com a argumentação do Artur… bem… foram 79 perguntas… 79… só faltou falar sobre a teoria da relatividade…

        • Deve ser funcionária na área da educação… Novas oportunidades, pocs….pois aqueles que vivem dos descontos dos verdadeiros funcionários públicos… Beijinhos

          • Mais uma vez Bazófias (deve ser mais um dótor de Coimbra), “por què no te callas?” e pára de envergonhar a classe docente?. Por favor não me dê mais razão!

  6. A realidade de que fala o Alexandre também existe e todos nós já contactámos com ela. Num mundo ideal não existiriam estes alunos, estes encarregados de educação, estes pais, os professores de que fala o Artur. Claro que não podemos generalizar nem leio o post do Alexandre como uma generalização, antes pelo contrário, vejo-o como um alerta para os perigos da demissão no desempenho de funções que deveriam ser inerentes à nossa condição enquanto alunos, funcionários administrativos, pais, encarregados de educação, amigos… e por aí adiante. .

  7. Ao inquisidor de serviço repondo: uma classe que fez sair à rua mais de120 milhares dos seus e pôs em causa o sistema… acabou dominada pelas politicas da pena de MLR e depois de NC, com a criações dos mega agrupamento e das direções de poder unipessoal, o caminho da municipalização… era preciso mão pesada para esses malandros que nem avaliados criam ser! Meu caro, bons e maus profissionais há em todo lado. E depois, quem nunca pecou que atire a primeira pedra.
    Para os sindicatos que preferiram o diálogo com a tutela, que amordaçou os professores; só tenho uma palavra, “sobrevivência”. Precisavam de se manter à superfície mesmo que a classe submergisse.
    Meu caro, num blog lido por milhares de professor, só assim se explica o silêncio que se seguiram às suas palavras. Outros tempos e choveriam dezenas de textos a contestar o seu. Agora não que o cooperativismo não está na moda na classe docente…há medo muito medo, o que explica as afirmações da teoria dos “piores inimigos” da senhora que continuou a dirigir ataques à classe.

  8. Já chega! O último comentário já foi removido. Quem quiser escrever alguma coisa sem ser considerações ou ataques pessoais é livre de o fazer. Tudo o resto será eliminado.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here