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Ter e dever… A falta de sinceridade para com a geração mais bem preparada de sempre.

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Cessem os cálculos e as teorias por momentos, cortem nas explicações quanto a etapas para atingir o lucro e apostem no civismo. Não no simples ato de jogar um papel ao chão, nem na capacidade de sorrir ao próximo quando a vida está um caos… Apostem no civismo científico, nos cálculos e estimativas da loucura humana e no incentivo da procura autónoma de soluções para que assim nós não nos transformemos na próxima geração adulta que aponta os erros da mais nova, esperando que esta resolva o que outrora alguém deixou em standby .

Não nos digam só como funciona um motor, façam-nos  reparar nas pré e pós consequências caóticas que o seu funcionamento nos traz.

Não nos ensinem a modificar informação celular sem nos dizerem que a ciência só pode avançar se arranjarmos forma de eliminar a maior parte do impacto negativo que tem. Querem resultados? Querem um grupo honestamente empenhado, humano?

Proíbam os utensílios tecnológicos em demasia e ofereçam-nos livros, retirem as publicidades cor-de-rosa e mostrem-nos o que o que consumimos causa, ensinem-nos a andar de bicicleta e por favor ensinem-nos a perguntar e a questionar o porquê de tudo e, acima de tudo dêem o exemplo. Acabem com essa proteção e deem-nos uma chapada de realidade, revoltem-nos com os factos e façam com que essa revolta vire revolução! Mudança!
Retirem da cabeça a ideia de que professores são sábios que vão retirar todo o mal inscrito em cada futuro adulto. Abram-nos os olhos! Por favor cultivem esperança e não interesses monetários!

Já chega de reclamar de toda a criatura que anda, de restringir caminhos e de colocar vendas nos jovens, chega de amarrar profissionais no lecionar de assuntos tão extensamente superficiais! Chega de colocar as culpas no preguiçoso que se senta na última fila e não quer saber da escola, porque esta não lhe oferece aquilo que procura, chega de colocar a culpa no professor que serve de simples transmissor de informação daquilo que alguém ordena.
Isto não é falta de humildade acerca do que me é dado, é revolta por saber que aquilo que me pedem é errado! Não faz absolutamente sentido nenhum, quer queiram quer não, a possibilidade de salvar a humanidade estar neste grupo de incompetentes cultos, digam-me como não me desimportar, não me desmotivar e, até mesmo desrespeitar e desistir, quando o que nos oferecem é uma caixa de Pandora. Quando o que nos dão é tão bom para o nosso conforto como mau para o fim do que nós conhecemos? Como querem que não me sinta revoltada se no fim do dia sei que estudo para ser empregada num mundo que não está a ligar a mínima.

Como não me sentir enganada, quando se dirigem a mim como incompetente ou irresponsável por não seguir o mesmo caminho que todos.
Respeito totalmente o vosso descontentamento geral connosco e, agradeço do fundo do coração a luta diária de muitos para melhorar a nossa instrução e o nosso conforto… Mas por favor tirem-nos a chão, mostrem-nos a máquina insensível por detrás da informação.

Martha Freitas, aluna.

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