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Temas demasiado importantes “discutidos ao molhe”.

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Dificilmente será possível pretenderemos resolver várias das questões que afectam a nossa forma de viver, o nosso quotidiano, se sem critério de tempo, mas unicamente pelos casos do momento e por vezes “nem isso”, os deitarmos “todos ao monte” para o ar.

confusãoPara, de imediato, serem apanhados pelas comunicações sociais, ávidas dos mesmos, e ficar tudo a falar “na mesma coisa” e tão superficialmente, e, depois, de nada resolvido e todos ficarmos “zangados” uns com os outros, por cada um começar com a sua única e certa opinião e acabar exactamente na mesma.

“Isto”, porque ninguém tem tempo nem paciência para “ouvir o outro”, todos nos ouvimos única e exclusivamente a “nós”, e falamos, falamos, falamos.

Como, hoje é uso e costume dizer, temos “em cima da mesa”, vários temas que deveriam ser falados antes de discutidos agressivamente, e, deveriam ser pensados antes de atirados para “cima da mesa”, e o não estão a ser, nem serão alguma vez, se assim continuarem/continuarmos

Assim, temos a “morte assistida”, vulgo eutanásia, as praxes, as mães e pais que tratam mal os seus próprios filhos, os filhos que tratam mal os próprios pais já velhos/inúteis, a TAP privatizada, pública ou nacionalizada.

E toda a gente tem a sua sábia opinião, e fazem-se programas televisivos com entendidos a falar muito rapidamente do tema, entrevistam-se pessoas no meio da rua, que só querem ter um microfone e uma câmara a filmá-las para terem 5 segundos televisão, aparecerem, nos écrans, na hora do jantar, e fica-se por aqui.

Claro que os senhores governantes, nem todos e ainda bem, as oposições, a maioria dos deputados, “agarram” o tema e falam, falam. Fica-se sem entender quem começou, e sobretudo sabe-se que não vai acabar como deveria!

No meio das trapalhadas uns entendidos/ comentadores “explicam” que uns temas são das esquerdas, outros que são das direitas, e tudo o que seja tratar de um tema “sério”, passa a ser uma banalidade, até outro tema surgir, e assim sucessivamente. Basta, quereremos ter memória, que não só da semana passada!

E quando estes “temas”, agora em cima da mesa, se dissolverem mal, sem a devida e ponderada resolução, como a morte assistida, a eutanásia, as crianças mal cuidadas por mães e pais, os pais velhos mal tratados pelos filhos, as praxes académicas, a TAP a voar para todo o lado ou lado nenhum, arranjam-se outros “temas” e faz-se o mesmo circuito quadrado, sem resultado desejado.

Talvez tenhamos todos, mas mesmo todos de mudar de “chip”, a começar pelas nossas comunicações sociais que deveriam tratar todas e cada uma, de serem “mais diferentes”, menos iguais, menos sensacionalistas. Para não acontecer, como vem sucedendo, tantos a afirmarem “vou ligar a televisão “ não no canal tal ou tal, mas num qualquer dado que já se sabe que está “ a dar” o tema que todas estão no momento a fazer. Os mesmos com a maioria das rádios e dos jornais. Não se deveria mediatizar tudo, tão igual, tão semelhante, tão a mesma coisa. Claro que por certo todas, todos terão muitas audiências, mas não seguras, podendo mudar-se a qualquer momento, sem características que as evidenciem, e sejam intrínsecas e mais positivas!

E, os nossos políticos deveriam, todos de todos os lados, conseguir ter uma agenda própria e não a que “outros lhes atiram para cima da mesa”, para ver se melhoramos todos, se tratamos de facto de algo no seu tempo de início a fim, mas com “meio” de permeio, e não tudo atamancado como  vem sendo feito, com o que “está a dar”! Ou não!

Augusto Küttner de Magalhães

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