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A tecnologia no ensino – método Fernando Paião

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Acredito que tecnologia pode ser facilitadora no processo de ensino-aprendizagem. O texto que se segue é da autoria de Aurélio Correia e explica o método Fernando Paião, método esse que utilizo em sala de aula sempre que se justifica.

O que falta? Romper com preconceitos e compreender que nada substitui um professor, mas que a tecnologia pode ajudar o aluno e o professor, disso não tenho a menor dúvida.

Método Fernando Paião

O processo de ensino-aprendizagem recorrendo a um professor, sala de aula com quadro a uma pau de giz, e respetivos alunos sentados a ouvir um professor, tem registado sucessivas alterações no sentido de disponibilizar aos alunos um maior leque de instrumentos didáticos.

Desde os tempos ancestrais, onde ainda não havia a folha de papel propriamente dita, escrevia-se em rochas, peles de animais, folhas de plantas, papiros, tábuas de madeira.

Os manuais escolares específicos para cada disciplina, foram lentamente aparecendo e evoluindo no sentido de criar um registo e suporte físico, à crescente e contínua evolução do conhecimento específico, originado pelas das novas áreas do conhecimento e do saber.

Também os meios tecnológicos de registo com divulgação de som e imagem foram evoluindo.

Ainda antes dos atuais computadores e da utilização da internet, foram elaboradas “máquinas de fotocópias” a gelatina, máquinas de slides, retroprojetores, máquinas de fotografar de negativos, entre outros.

Atualmente já existem os quadros interativos que podem registar e enviar via internet os conteúdos escritos nestes.

Contudo, a melhoria do processo pedagógico de transmitir a informação aos alunos está longe de ter terminado. Temos novas soluções com conteúdos informáticos, a reforçar programas letivos de cada disciplina, com matérias a apreender ou exercícios de questões para resolver, por recurso a um simples toque no ecrã ou deslocamento do cursor do rato do computador.

Certo é, que é inegável que os novos equipamentos, designados de smartphones, (telefones inteligentes) são sem dúvida um espetacular equipamento atrativo para quaisquer alunos ávidos de novidades, desafios intelectuais ou de rapidez, destreza física e intelectual.

Se não se pode negar a evidência sobre a atratividade dos conteúdos disponibilizados através dos ditos smartphones, porque não o professor atual produzir ele mesmo conteúdos letivos, de cada aula, que possam ser visualizados também nos telemóveis inteligentes dos alunos?…

A ideia é mais fácil de concretizar do que parece…

Uma solução poderá existir no método de tirar uma fotografia ao quadro da sala de aula, sempre que houver conteúdos de relevo para a disciplina em causa, e posteriormente enviar a mesma para o endereço de correio eletrónico dos alunos.

Assim estará a haver mais uma evolução no método de ensino…

Então, também para os alunos que estiveram distraídos, não estiveram presentes, não compreenderam a matéria, ou outro qualquer problema, estes poderão aceder mais tarde e à hora que melhor entenderem, consultar o que foi dada nas aulas. Também os agregados familiares podem participar e acompanhar os seus educandos.

Atualmente e em regra, os alunos desde o 2.º ciclo, são possuidores de telemóveis que já têm acesso à internet, e as escolas possuem rede wi-fi gratuitas.

Com o registo fotográfico do quadro da sala de aula e com o acesso à internet os alunos podem, por exemplo, rever as matérias para um teste, de uma maneira bem mais “ecológica” e rápida.

Para o professor é muito mais exigente o seu trabalho, pois sabe que ao publicar o que deu na aula, se irá expor a comentários de terceiros, para o bem e para o mal, obrigando a isso uma boa preparação e planificação das atividades que pretende expor aos alunos, caligrafia bonita e bem legível, exposição clara dos assuntos, bem como terá de ter melhor literacia digital.

Poderão haver mais vantagens: Foco apenas uma; aumenta em muito a produtividade do professor dentro da sala de aula, pois deixam de existir os tempos mortos de escrever os sumários e apontamentos no quadro, esperar que os alunos passem e organizem os seus materiais (quando os trazem…) e os trabalhos idênticos de arrumar os cadernos…

Este método designado por Método Fernando Paião, vai de encontro ao atual desígnio governativo de eliminar os suportes em papel para os manuais escolares. Assim também os cadernos diários dos alunos poderão vir a ser em suporte informático, ou digital, como queiram.

Já alguém se debruçou sobre esta nova oportunidade de transmitir conhecimento.

A quem estiver interessado queira ver em,

https://www.facebook.com/aurelio.correia.9

Com os melhores cumprimentos,

Arouca em 5 de setembro de 2017

Aurélio Correia

4 COMMENTS

  1. Eu uso mais o método powerpoint. Dispensa-me o tempo perdido a escrever no quadro de costas para a turma e a “caligrafia bonita” que nunca terei.

    E não precisam de fotografar o quadro, que eu disponibilizo-lhes o documento online. Mas gosto que passem para o caderno os tópicos principais, que escrever também é uma forma de aprender.

    Serei um incorrigível professor do século XX?…

    • Na minha opinião o registo fotográfico permite aos alunos estarem mais atentos ao debate promovido ou explicação dos conteúdos. Julgo que o tempo de aula é maior. Mas claro que a escrita também tem vantagens, a ideia é estar aberto a todas as possibilidades. 😉

  2. A escrita manual, tal como brincar ou manusear objectos, estimula o desenvolvimento de milhões de ligações sinápticas do nosso cérebro e promove uma série de aptidões – atenção, concentração, focalização, memória, psicomotricidade fina… Por isso, apesar do nosso deslumbramento com as tecnologias, não devemos prescindir de alguma escrita manuscrita, embora seja cada vez maior a frequência com que alguns alunos se procuram furtar a isso. Sinais dos tempos!

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