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Também quero ser parasita

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Para não me estar constantemente a repetir começo com a citação do último parágrafo do artigo de opinião Santana Castilho no Público de hoje “O problema da nossa política é a incapacidade persistente em tomar como dialogantes as perspectivas diferentes, de modo a gerar entendimentos mínimos sobre o que é essencial. E assim vivemos, seja na Educação, seja na Economia, em ciclos de mudanças políticas que primam pela lógica primária de substituir o que se encontra pelo seu oposto, com a promessa recorrente de amanhãs que cantarão e a estratégia gasta de transformar a realidade no interesse partidário.” Esta verdade, inconveniente nos tempos que correm, é adulterada consoante a quem interessa ou serve, sejam os meios de comunicação social, partidos políticos ou sindicatos. Não existe em parte alguma qualquer tipo de política que seja devidamente estruturada e sustentada. Os nossos políticos legislam em função dos seus interesses e dos interesses de quem representam. O interesse do povo e a sua sustentabilidade está continuadamente a ser adiada.

O nosso investigador, o tal que decidiu a meio do jogo mudar as regras, aliás, como os seus antecessores também o fizeram, vem agora com um discurso sublime – “Com isso também nos temos de congratular, porque isso também é resultado da nossa República e do muito trabalho que estamos a fazer neste momento” – e sempre baseado em dados estatísticos, como se o desenvolvimento do ser humano pudesse ser quantificado. Mas, nem todos os dados são maus. Por exemplo é possível, creio, obter dados acerca da duração das políticas educativas no nosso país. Seria interessante e prático saber concretamente o que vingou ao longo das últimas décadas. O que foi alterado, como o foi, o porquê de ter sido. De promessas estamos, a maioria de nós, fartos. A elevada taxa de jovens inativos e o abandono escolar precoce não apareceu do dia para a noite. Neste contexto é importante a leitura deste artigo da Natália Faria no Público de hoje.

Não posso de modo algum deixar escondida, como se fosse possível, a Maria João. Factos são factos não são interpretações, políticas ou relatoriais. O país precisa de políticas credíveis e sustentáveis para todos nós não de promessas eleitoralistas ou populistas. Mais uma vez aconselho a  leitura atenta deste e de todos os artigos desta senhora. Temos que colocar de lado as ideologias. O nosso PR tem razão. A história está repleta de boas intenções ideológicas com finais caóticos. Quem paga e pagará sempre o preço de qualquer ideologia que não seja pensada de e para o  povo será o próprio povo.

Por último sou forçado a abordar esta notícia. É surreal a atitude do PCP face ao IMI, dado que é o partido político que mais património imobiliário possui, o dobro do PSD, este sim seria normal estar a favor da manutenção da isenção do referido imposto. O PS está em falência técnica é lógico  que o partido é  reflexo do que os anteriores governos socialistas fizeram ao país. Frases como “trabalhamos para o povo”, “em defesa dos trabalhadores”, “para termos um futuro melhor”… Uma miríade de frases propagandísticas transformadas em dogmas nalguns casos, corrompem a inocência e fomentam a ignorância de muitos, os mesmos que a troco de “minis” e “bifanas” levantam palcos, pintam cartazes, fazem arruadas e enchem caravanas, erguem bandeiras. Tudo em nome do povo, mas os bolsos que se enchem são os que querem continuar isentos, em tudo. Mas que país é este???????

Os diferentes tratamentos da realidade

(Santana Castilho)

Ministro da Educação promete “lutar contra as dificuldades” do abandono escolar

(Agência Lusa)

Portugal ainda tem 15% dos seus jovens fora da escola e do mercado de trabalho

(Natália Faria)

Governados pelo Xerife de Nottingham

(Maria João  Marques)

PSD, PS e PCP vão recusar fim da isenção ao IMI dos partidos

(LM Miguel Manso)

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