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STOP Apresenta Lista De 156 Escolas Com Amianto “É Apenas A Ponta Do Icebergue”

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Lembro que o Ministério da Educação não apresentou qualquer lista com o número de escolas com amianto, apesar de todos os pedidos efetuados. E para quem não sabe, existem cerca de 800 Agrupamentos de Escolas a nível nacional, dando assim uma correspondência de cerca de 20% de escolas “infetadas” com amianto.

Fazendo uns cálculos de merceeiro, se cada escola tiver em média 1000 alunos, podemos estar a falar de um universo de 156 mil alunos que todos os dias estão debaixo de amianto, fora os professores e assistentes técnicos e operacionais.

Uma coisa é certa, este é um problema que afeta dezenas de milhares de jovens e a forma como tem sido desvalorizado é vergonhoso para não dizer criminoso…

Talvez se as escolas se chamassem Novo Banco, tudo seria diferente…

Fica a notícia.


Sindicato de Todos os Professores (STOP) apresentou esta quinta-feira uma lista de mais de 150 escolas com estruturas de fibrocimento contendo amianto, mas acredita que este levantamento seja “apenas a ponta do icebergue”.

Em menos de um ano, com a ajuda de professores e funcionários, o STOP identificou 156 estabelecimentos de ensino, desde jardins-de-infância até secundárias, onde alegadamente existem materiais com amianto.

André Pestana, dirigente sindical do STOP, explicou que a lista divulgada só tem casos onde são visíveis placas de fibrocimento, habitualmente usadas nas telhas para coberturas dos recreios e zonas exteriores, e sublinha que o amianto “não existe apenas nas famosas placas de fibrocimento”.

Proibida há cerca de 15 anos, esta fibra natural é uma substância cancerígena e está presente em diversos materiais de construção usados também dentro das salas de aula.

O sindicalista diz que o Governo “continua sem cumprir a lei” e acrescenta que o levantamento e a divulgação da lista das escolas, bem como a calendarização das obras para a retirada daquele material, são “uma responsabilidade do Governo e do Ministério da Educação. A tutela tinha “a obrigação e o dever de fazer este trabalho para salvaguardar a saúde de milhares e milhares de crianças e de profissionais de educação”, lamentou em declarações à agência Lusa.

Para André Pestana “é impressionante não haver uma tomada de posição clara do Ministério da Educação”. Por outro lado, o dirigente do STOP saudou a recente decisão da Provedoria da Justiça de pedir ao executivo a lista das escolas para que no futuro se possa controlar este problema de saúde pública e ambiental.

Fonte: Público

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