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Sondagem da Semana | A disciplina de Educação Física deve contar para a média de acesso ao ensino superior?

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Agora que o discurso político deixou de ficar centrado nas disciplinas de Português e Matemática, faz sentido voltar a incluir a disciplina de Educação Física na média de acesso ao ensino superior. Ou talvez não…

Digam de vossa justiça.

Votem e partilhem s.f.f. Resultados no próximo fim de semana com a análise exclusiva de Paulo Guinote.

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39 COMMENTS

  1. se como muitos argumentam com o facto de a disciplina ser curricular para entrar na média então, pergunto eu, porque é que educação moral e religiosa não conta na média dos alunos que a têm como disciplina…?

    declaração de interesses: devo dizer que votei não…

    • Caro Luiz Carvalho, a resposta é simples: Uma tem carácter opcional. A outra, a par com o Português (ou a Língua Portuguesa), é a única que é transversal a todos os anos de escolaridade obrigatória (do 1º ao 12º ano).

  2. A disciplina de Educação Física deve contar para a média de acesso ao ensino superior?Sim, se o(a)aluno(a)escolher seguir o curso nesta vertente.

    • NÃO, a maioria dos jovens passa grande parte do seu tempo livre especado a frente de um ecrã e chegam 2 vezes por semana a aula de EF e Cagam literalmente na disciplina por não contar para a média. A EF é mais importante que as equações de 3º grau e as merdas da trigonometria.
      se EF fosse mais valorizada, o estado poupava milhões, repito, milhões na área da saúde, porque não ia ser necessário tratar obesos e diabéticos

  3. De acordo com o atual discurso político, não se deve falar em “média de acesso”.
    “Média” implica um conceito de “nota” e “a cultura da nota é nociva”.
    E, se o Ministro o diz, eu, simples funcionário público, quem sou para o contradizer?

  4. Considerando que alguns alunos podem ser menos dotados fisicamente ou não conseguir atingir níveis de avaliação prática que não interfiram negativamente na média necessária para a entrada na universidade deve então existir lugar a uma avaliação teórica exigida pelo aluno ou proposta pelo professor.
    Porque é que o aluno que vai para Direito ou arquitetura ou mesmo medicina pode não lhe contar a avaliação da disciplina de Ed. Fisica e o que vai para matemáticas ou engenheirias ou economias não pode ficar dispensado da avaliação a Filosofia ou a Português ?
    Se é para ficar dispensado de uma avaliação então que seja segundo a escolha do aluno . O aluno tem de realizar todas as disciplinas com nota positiva e depois para a média pode dispensar a avaliação de uma disciplina desde que não seja especifica.
    Mais Facil ainda era a alteração da forma de entrada na universidade. O aluno termina o ensino secundário e depois vai fazer prova de admissão na ou nas faculdades a que pretende candidatar-se , assim até se corrigiam as diferenças que existem nas médias por o aluno frequentar esta ou aquela escola secundária em que uma é mais facilitadora nas avaliações atribuidas do que outra.

    • É impossível explicar melhor, penso que todas as pessoas concordam com está explicação (que vai de encontro com o que foi sugerido à alguns anos atrás pelo Conselho Nacional de Educação, mas por qualquer razão optou-se por outro caminho)

  5. O cerne da questão está no modo como os alunos entram no ensino superior. Ninguém tem dúvidas que as universidades têm que fazer muito mais para recrutar os seus candidatos.
    Não o fazendo, com as classificações obtidas na avaliação interna e externa a serem o único critério, obviamente que sim, a EF não pode deixar de contar. Qual é a razão científica ou pedagógica que justifique a sua ausência do grupo de disciplinas que serão contabilizadas para a média de acesso ao ensino superior? Quem toma decisões políticas não se deve reger pelo preonceito e pela ignorância. Não lhes pagamos para isso.

  6. Agradeço a questão, no entanto faz-me alguma confusão que professores considerem que as disciplinas no currículo, ainda por cima da formação geral possam ter tratamento diferenciado. A questão não é se a deve ou não pertencer à média do ensino secundário, mas se deve ou não ter o mesmo estatuto e dignidade, seja ele qual for, que as restantes disciplinas que incluem o currículo do aluno, particularmente as da formação geral que acompanham (ou deveriam) o percurso do aluno ao longo da escolaridade. É também uma responsabilidade do sistema. Exigir obriga a que se valorize e dê importância no seu papel no seu estatuto e nas condições de realização. Não o fazer tem exactamente o efeito contrário. Enfim…no século XXI……………….

  7. É claro que sim. Por todas as razões e a principal é que toda a aprendizagem tem por base a motricidade. Os nossos políticos têm de se deixar de paradoxos em Educação. Não há nada pior do que “o Pai dizer uma coisa e a Mãe o contrário”. Isto é, dizemos que o exercício físico é fundamental para a saúde e a seguir desvalorizamos essa importância. Sabemos que qualquer disciplina tem a importância que nós lhe quisermos dar. Neste momento, e porque não conta para a média de entrada no ensino superior, a maioria dos alunos não se empenha como devia.O que tem de haver é um maior controlo, principalmente no ensino privado, no cumprimento efetivo dos programas da disciplina. Há escolas que não cumprem. Esta é ainda a realidade.
    Espero que este ministro, com formação em Havard, restitua à Educação física o lugar indiscutível que esta deve ocupar na formação integral dos nossos jovens.

  8. A disciplina de Educação Física deve contar para a média de acesso ao ensino superior, uma vez que estudos realizados comprovam que a média dos alunos melhora se incluir a nota da disciplina de educação física

  9. Deve contar para média

    Deveria aumentar o número de horas nos vários ciclos.

    No 1º ciclo deveria também contar e fazer parte do currículo.

  10. Nem todos nascemos com as mesmas capacidades físicas: Verdade. O mal é que as pessoas se esquecem de outra verdade importante: Nem todos nascemos com as mesmas capacidades intelectuais. Se um aluno não consegue ter boas notas a matemática, a maior parte das pessoas (incluindo os professores) concluem logo que este não se esforça. Porque não concluem o mesmo de um aluno que não consegue boas notas em educação física?
    Só pensam nos alunos que querem ir para medicina e têm 12 a Educação Física, mas não pensam nos alunos que querem ir para desporto (por exemplo no Porto a média é superior a 15) e têm 12 a Matemática. Porquê esta discriminação? O aluno que quer medicina é mais importante do que o que quer ir para desporto?
    Esta situação só mostra a importância que o nosso país dá ao exercício físico, que é nenhuma. A percentagem de obesidade infantil está a aumentar, e em vez de se incentivar as crianças a esforçarem-se para melhorar, fazem com que elas pensem “Ah, não conta para a média, então não interessa, não vale a pena esforçar-me”.
    Tudo isto para dizer SIM. Claro que a média de Educação Física deve contar para a média de acesso ao ensino superior! O exercício físico faz parte da formação integral da pessoa e principalmente da educação para um estilo de vida saudável!!

  11. Votei sim, pq além de ser uma área q faz bem à saude, postura etc…deve contar pq tb Portugues e Matemática conta tb para o curso de Educação Fisica..É uma disciplina curricular e portanto deve fazer média

  12. É mais que justo a média contar para o acesso ao ensino superior. Os alunos beneficiam na média.

  13. A Educação Física e o Desporto (e diferenciando Educação Física de Desporto) fazem parte da nossa cultura? Saber falar correctamente, saber ler correctamente, falar inglês, francês, saber as bases de química, saber identificar um pais num mapa é tão importante como saber identificar uma modalidade desportiva quando vemos praticada nos jogos olímpicos? Pintar, dominar as artes visuais, ouvir música e saber interpretar um som, saber distinguir um instrumento é tão importante como falar inglês, português, saber fazer contas? Qual o contributo duma e outra coisa para a formação dos nossos filhos? Facto: as Expressões têm perdido terreno para as outras áreas de estudo. É bom ou é mau? Por outro lado qual a importância de adquirir hábitos saudáveis como saber escolher os alimentos desde muito cedo e habituar-se a incluir a prática física nas rotinas diárias? Será que a Educação física tem ai um papel importante? Vão muitos dizer que isso não implica que a disciplina tenha de ter importância no acesso ao ensino superior, no entanto, o que está em questão é que ao darmos esse sinal estamos a desvalorizar a importância da disciplina, havendo escolas que estão a reduzir os horários desta disciplina até ao máximo para incluir horas das que contam para exame. Será que estamos no caminho certo? Há dias num programa da SIC um médico dizia que a nossa geração vai ver os seus filhos morrer antes dos pais com diabetes e, cancro e problemas cardíacos. Facto: os hábitos de exercício físico têm perdido peso nas prioridades dos nossos filhos.

  14. É uma disciplina que consta do plano curricular de todas as áreas. É uma disciplina transversal a todos os anos. Porque não contar para média? Obviamente só a quem não lhe convém. Mente sã em corpo são.

  15. SERÁ QUE NÃO DAMOS VALOR À SAÚDE? Será os índices de obesidade, diabéticos, doenças posturais e outras doenças associadas à falta de exercício físico não será suficiente para valorizar mais a disciplina de educação física? Em vez de resolverem o problema do ingresso ao ensino superior, a culpa estava nesta disciplina que poderia impedir um ou outro aluno de conseguirem atingir patamares mais elevados, por não terem o aproveitamento de excelência na disciplina, como se os professores da disciplina e os conselhos de turma não valorizassem também as atitudes destes alunos. Conseguir que a disciplina de educação física fosse reconhecida socialmente, demorou décadas e exigiu investimentos em formação e instalações e quando os alunos já a levavam a sério, com o seu empenho e com resultados, chega o FACILITISMO e diz basta fazer o mínimo ou até por um atestado médico, que a disciplina está feita. Recuamos 20 anos como recuamos em tudo, vivemos só para o dia de amanhã, sem visão no futuro a médio prazo, mas a SAÚDE PAGASSE BEM CARO. Talvez o caminho seja formarmos mais médicos … para remediar as más decisões.

  16. Como as outras disciplinas de formação geral contam penso que a Ed. Física também deve contar. As disciplinas não devem ser melhores ou piores devem ser todas iguais, ou então não conta nenhuma.

  17. Eu votei afirmativamente mas:
    como em tudo existe um “mas”, e na minha opinião o grande “mas” e a falta de condições em todas as escolas para a pratica de desporto. Por isso primeiro criar condições de excelência para depois pensarmos em avaliações a contar apara a media de acesso ao ensino superior.
    Obrigado.

    • EF não é necessariamente jogar a bola. Pode muito bem passar por fazer todos os jogos que há 20 ou 30 anos atrás se faziam na rua, para promover o convivio, o espirito de grupo, etc é tão simples jogar a apanhada, ou jogar a bola fazendo das paredes balizas, etc
      Existem escolas, onde foram investidos milhoes, estão recheadas de campos de futebol, voleibol, basquetebol, etc que raramente são usados nas aulas de EF. e muitas escolas não deixam os alunos levar uma bola para brincarem no intervalo, apresentando a desculpa de que chegavam as aulas muito suados
      Que sentido é que isto faz???

  18. Sem duvida que sim. Como também deveria ter um regime mais apertado de vistoria a esta disciplina, pois é extremamente comum de ver alguns jovens a criarem desculpas por tabús que estes criam na sua cabeça por se sentirem menos capazes que os outros, e os professores chegam a uma altura em que apenas desistem e não podem fazer nada, e sentem-se apertados por deixar uma pessoa presa por um problema que deveria ter sido combatido desde cedo e não quando já o efeito bola de neve está criado.

    Mas mais directamente respondendo…
    Esta cadeira combate a grande tendência das pessoas para ganharem hábitos mais sedentários (coisa que pode não parecer directamente ligada, porém que faz com que as pessoas percam alguma mobilidade e agilidade a todos os níveis sejam físicos como até intelectuais).
    A obrigação da preocupação em ter boa nota nesta disciplina tambem ajuda a criar hábitos de necessidade de exercitar, o que faz com que crie um relaxar do mundo que rodeia as pessoas, porque obriga-as a focarem-se no seu corpo e no que estão a fazer, pois estão a levar o corpo a fazer coisas que em teoria nunca seriam feitas num ambiente de sala de aula e posteriormente num local de trabalho.
    Finalizando, e não menos importante, esta disciplina ajuda a combater grande parte dos problemas de saúde que muitos jovens acabam por enfrentar pela falta de exercício e que tendem a agravar-se com a idade adulta.

    Assim sendo não faz sentido nenhum deixar esta cadeira de parte, mesmo que venha a ser “inútil” em 99% dos casos na ida para o ensino superior, porque embora não vá a ser algo directamente necessário, prepara os indivíduos enquanto pessoas, tornando-os mais capazes.

  19. Estou no 11 ano de escolaridade (ano letivo 2016/2017)! A educação física vai contar para a minha media de acesso ao ensino superior?

      • Claro que a Educação Física deve contar para a média do acesso ao ensino superior. Todas as disciplinas do currículo devem ser valorizadas. A educação integral deve ser valorizada e não deve existir disciplinas de primeira ou de segunda classe no currículo do aluno.

  20. Começo por uma declaração de interesses: Sou professor de Educação Física.
    Sim considero que a disciplina deve contar para todos os efeitos por muitas das razões que já foram aqui expostas e amplamente debatidas. Esta questão ainda não foi definitivamente resolvida porque em campos antagónicos estão muitos encarregados de educação oportunistas e alguns ou muitos professores de Educação Física fundamentalistas no pior sentido do termo. Não há bom senso dos dois lados. Se alguns fundamentalistas aplicassem o que apregoam já teriam que ter reprovado muitos alunos na disciplina. Ora isso é coisa de grande raridade quando o aluno tem aproveitamento nas outras disciplinas. O bom senso exige que a postura do aluno perante a aprendizagem seja muito mais valorizada. É inaceitável que um aluno com 19 valores de media nas outras disciplinas corra o risco de ter 10 valores ou reprovar na disciplina se for um aluno que tudo faz para aprender. Os colegas não se podem esquecer que os alunos não podem levar o ginásio para casa e que os espaços desportivos nas cidades estão muito longe de ser apelativos e de satisfazerem as necessidades da população. Também não é aceitável que o professor ceda a pressões e suba sem critério a classificação do aluno para 17 ou 18 valores.
    Acho ridículo, e nada abonatório para os professores de Educação Física, dizer que se a disciplina não conta para a nota de entrada para a Faculdade os alunos se “estão nas tintas” para a disciplina. Pura Mentira! Nos últimos anos em que disciplina não contou para a entrada na Faculdade, nas minhas turmas a atitude dos alunos continuou a ser a mesma. De um modo geral bem positiva. Quem só consegue motivar os alunos para a Educação Física com a “ameaça” da Faculdade não é seguramente um bom professor. Para minha felicidade, e certamente de muitos colegas, a motivação intrínseca para as matérias de ensino da disciplina continua a ser bastante elevada nas turmas de prosseguimento de estudos para a Faculdade. Noutras turmas mais complicadas as que não revelam interesse pela Educação Física não revelam interesse para nada.
    Para terminar um recado para os pais oportunistas cujo amor obsessivo pelos seus filhos lhes cega o entendimento: Qualquer empresário moderno prefere um aluno com 16 valores que faz desporto de competição, toca violino e que tem competências sociais do que os aluno de 18 valores que só aprendeu a ser treinado para testes e exames. Sou um professor veterano, tenho 62 anos e comecei a leccionar ainda como estudante aos 19 anos de idade, Cometi muitos erros e aprendi muito com a pedagogia do erro. Sobre esta questão nem sempre pensei como hoje. Pode ser que os oportunistas e os fundamentalistas também mudem de opinião.

    Joaquim Neves

    • Claro que deve contar. Faz parte da formação geral e é imprescindível para o equilíbrio físico e psicológico das crianças e jovens.
      Deve ser alargada ao 1º ciclo e reforçar o Desporto Escolar.

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