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Sociedade De Matemática Quer O Regresso Do Exame De Matemática Ao 1º Ciclo

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Se a Sociedade Portuguesa de Matemática julga que a solução para uma verdadeira aferição aos alunos do 1º ciclo é fazer exames, então a Sociedade Portuguesa de Matemática precisa de focar mais a sua atenção no desfasamento do currículo da sua disciplina. Além disso, está na altura de confiarem um pouco mais no trabalho realizado pelas escolas e pelos seus professores.

Esta obsessão pelos exames já cansa!

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A prova de aferição de Matemática e Ciências Naturais do 5.º ano  realizada esta quinta-feira “fica aquém” do esperado, segundo a Sociedade Portuguesa de Matemática, que a classifica como uma “prova pobre” em conteúdo e defende o regresso dos exames.

A Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) começa, no comunicado divulgado esta quinta-feira, por retomar posições já conhecidas, críticas da eliminação dos exames do 1.º ciclo (4.º ano de escolaridade) e 2.º ciclo (6.º ano de escolaridade) “que constituíam um instrumento fundamental de monitorização da qualidade do sistema de ensino nacional” e por afirmar que está “em construção, na comunidade educativa, um amplo consenso quanto à ineficácia das provas de aferição do 2.º e do 5.º ano”.

“Esta falta de monitorização do nosso sistema é especialmente gravosa numa altura em que a implementação do projecto de autonomia e flexibilidade curricular dá liberdade às escolas, professores e alunos de “construírem o seu próprio currículo” com grande autonomia e sem qualquer avaliação externa que meça a respectiva qualidade e eficácia, ou que identifique as assimetrias regionais e sociais que inevitavelmente não deixarão de ocorrer”, lê-se no comunicado da SPM.

Sobre a prova de quinta-feira, ainda que “não contendo erros científicos, apresenta um grau de complexidade que fica aquém daquilo que seria esperado para alunos do final do 5.º ano”, na avaliação da SPM, que deixa ainda críticas à avaliação repetida de um mesmo conteúdo em diversas situações, deixando de fora “conteúdos importantes”.

“Trata-se de facto de uma prova pobre em termos de conteúdos matemáticos”, avalia a SPM.

A título de exemplo, a SPM refere que um dos itens da prova de quinta-feira era “muito semelhante” ao da prova de aferição do 2.º ano em 2018.

“Este curioso facto levanta uma séria questão sobre a adequação dessa prova de 1.º ciclo então realizada, e cujos (maus) resultados levaram o Ministério da Educação a traçar um quadro negro do estado do ensino da Matemática, contrário a todos os indicadores nacionais e internacionais disponíveis à data. A SPM reitera que apenas provas comparáveis de ano para ano e adequadas em termos de complexidade e de dificuldade permitem tirar conclusões correctas e fiáveis”, lê-se no comunicado.

“Por esta razão, toda a prova se torna palavrosa, desenvolvendo-se em torno de um enredo desinteressante e confuso. Os enunciados contêm demasiada informação supérflua, susceptível de distrair os alunos e de perturbar a avaliação dos conhecimentos e capacidades matemáticas importantes que realmente importam medir”, sustenta a SPM.

Para a sociedade de Matemática a prova era composta por alguns itens que criavam dificuldades adicionais aos alunos por questões de interpretação resultantes de parte do enunciado que “é um mau exemplo de redacção de um texto em português”.

Fonte: Público

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