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Sobre O Regresso Às Aulas: “Não Podemos Hipotecar O Futuro” – Ministra Da Saúde

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É perfeitamente legítimo que exista alguma apreensão sobre o cenário que está em cima da mesa, de um eventual regresso às aulas por parte dos alunos do ensino secundário. Porém, não acredito que se houver a mínima hipótese de risco para esses alunos que o Governo irá seguir esse caminho.

As últimas semanas têm mostrado que as pessoas têm estado à altura da responsabilidade numa situação completamente nova. Nem tudo foi perfeito, mas não se exige a perfeição, exige-se sim o elementar bom senso.


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Sobre a reabertura das escolas daqui a um mês – que será avaliada esta terça-feira – Marta Temido também deixou a questão em aberto. “Vamos reunir a melhor evidência de saúde pública, ver o que nos outros países está a ser feito, tentar ajudar a chegar à melhor decisão: a melhor decisão para a comunidade escolar, mas para toda a sociedade. Não ignoramos que as escolas têm o papel fundametnal de agregador social”, respondeu a ministra, que não se comprometeu com a data de 4 de maio (avançada em primeira mão pelo Expresso) para um possível regresso às aulas.

“Temos de tomar uma decisão ponderada. Não podemos hipotecar o futuro. Temos de atender aos riscos em presença e equilibrar os que precisamos de correr”, garantiu. Correr ou não correr riscos, e quais, eis as novas questões.

6 COMMENTS

  1. Vou fazer aqui uma previsão, ou melhor uma adivinhação consultando um oráculo amigo: só não haverá aulas se a ” coisa” der muito para o torto… Falo, pois claro, no básico e pré, diz-me o oráculo amigo que a decisão está tomada, se a infeção não avançar de modo galopante… Esse desejo irreprimível que terá o Senhor Ministro da Educação terá em abrir as escolas terá a capa eufemística de ” igualdade de oportunidade” , num modo mais prosaico, o Governo não quer pagar aos pais para ficarem em casa com os filhos e fica muito, mas muito mais barato, abrir as escolas…
    PS: O meu oráculo raramente resvala…

      • Pode dar muito para o torto, principalmente em zonas em que a imunidade adquirida é baixa… mas o dinheiro fala mais alto… Aliás se tudo isto não obedecer a um plano muito bem estruturado, e a epidemia explodir, mais à frente ( se não explodir agora…) vai ser catastrófico, pois o SNS não dará resposta ao número de infetados a necessitarem de internamento… Entre os professores… com a classe já bastante envelhecida, pode também não ser agradável…
        O ideal será mandar a ” coisa” o mais para diante possível, aplainar a curva, como se diz, e aguardar que os conhecimentos e tratamentos sejam aperfeiçoados… Tudo isto tem grandes custos económicos e sociais… sem dúvida… A alternativa é imunidade a mais de 70 por cento da população com custos humanos severos…

          • Oxalá tenha razão. Os alunos são grupos portadores do vírus. Se dependesse da DGS as escolas não tinham fechado e estaríamos como Espanha, o seu parecer foi mais político do que técnico. Enviar de novo os alunos para a escola é deitar fora todo o trabalho que se fez. Os mais novos está decidido que ficam em casa. Por causa dos mais velhos os pais não precisam de ficar em casa, portanto, por aí, não há prejuízo económico. Em relação à aprendizagem também não há problema. Os alunos podem e devem continuar a aprender a partir de casa. O problema são os exames. Está tudo maluco se pensam que podem sair nos exames as matérias programáticas previstas para o 3º período. É preciso princípio da realidade. Este é um momento anómalo, este é um ano letivo anómalo, tirem-se as respetivas consequências, e sobretudo, como defende o Colégio dos médicos, cujo parecer é técnico e não político, mantenha-se tudo nos serviços mínimos, de outro modo teremos gente em lista de espera para partir, por razões economicistas.

  2. Ao longo de todo este complexo e difícil processo, as autoridades têm estado à altura. Prefiro não conjecturar e esperar. Acatarei a decisão e se a indicação for para regressar, irei cumprir.
    Porque me sinto na obrigação de cumprir?
    Em primeiro lugar, porque tem havido bom senso e ponderação nas decisões e, até ao momento, verdade. Nada me leva a desconfiar, até agora, do que tem sido dito pelas autoridades. Por esta razão, não acredito que venham a tomar a decisão de reabrir as escolas de forma irresponsável. A opinião do ministro da educação, neste processo, será irrelevante relativamente ao pareceres dos responsáveis pela saúde, nacionais e internacionais.
    Em segundo lugar, há muita gente que enfrenta, diariamente, situações de risco, que não tem escolha, que tem famílias, algumas com crianças e/ou idosos, e continuam a trabalhar para que outros, como nós, possam estar em casa. Apesar disto, os números não têm disparado para além do expectável.
    Em terceiro lugar, a atual situação é insustentável durante um largo período de tempo. Quando as autoridades de saúde entenderem que é possível recomeçar, haverá que o fazer com muita disciplina e rigor. Não haverá vacina tão cedo e não podemos ficar à espera em casa até que apareça, ao mesmo tempo que uma franja, cada vez maior, da população cai na pobreza.
    O que fazer? Aguardemos com serenidade e, para já, em casa como mandam as normas.

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