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sobre a formação

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A partir de uma referência que identifiquei em blog da educação vá de me aventurar por experiências de formação on line.

Afinal, formação para quê? Carreira congelada, indecisão ou imprecisão de projeto educativo sobre formação (ou, pelo menos, inexistência quanto a áreas, prioridades, opções). Deslocado do meu contexto, (ainda mais) isolado de grupo ou departamento. Afinal, formação para quê?

Há muitas formas de encarar a formação. Restrinjo-me a duas por que antípodas, mas esclarecedoras de tudo o que lhes possa ficar de permeio.

A mais direta e prática consiste na sua dimensão instrumental. Ou seja, faz-se formação tendo em vista um problema, uma situação (ou uma proposta de solução). Neste contexto o formando tem o seu espaço de manobra bastante limitado, uma vez que se encontra condicionado aos instrumentos que lhe querem colocar na mão (ou na cabeça).

Destacar uma outra dimensão direi crítica, encarando a formação enquanto forma de pensar e refletir sobre o que se faz. Ou seja, a formação tem como objetivo ajudar a organizar o pensamento sobre a ação e não de intervir, pelo menos direta e imediatamente, sobre a ação. Neste contexto, a formação visa identificar elementos de flexibilização prática e conceptual que permite gerir dinâmicas, equacionar estratégias, pensar em metodologias, organizar e estruturar a avaliação daquilo que se faz e como se faz.

A formação inicial visa dar as ferramentas necessárias ao desempenho de uma profissão. A formação continua visa reciclar modos e procedimentos, adequar ferramentas aos contextos (espaço, tempo, saberes). As nossas necessidades, definidas pelos contextos ou orientadas pela simples curiosidade devem fazer o resto. E este resto deve ser a identificação daquilo que nos interessa e nos orienta em termos pessoais, profissionais ou organizacionais.

No final do ano letivo há escolas/agrupamentos que procuram identificar carências e áreas de formação. Todas certamente pertinentes e adequadas, quer face aos problemas identificados (dimensão instrumental), quer em relação aos recursos existentes (é o que há). Mas poucas escolas/agrupamentos procuram definir e montar redes locais de formação que podem passar, numa primeira fase, num pensar coletivo, orientado por circunstâncias ou problemas. Poucas aproveitam e mobilizam os seus recursos internos (cada vez mais qualificados, cada vez mais especializados) para orientar e mobilizar propostas de trabalho, apoio a dinâmicas e sentidos profissionais.

Na formação que identifiquei ao início do texto, destaco duas ideias que me são caras e são a síntese deste texto.

Formação para me ajudar a pensar a prática docente e os modos de ser professor. De identificar outras alternativas, outros modos de chegar ao aluno, de cumprir programas, de dar cabimento ao currículo do século XXI.

Mas também formação para perceber e partilhar ideias, criar e inserir-me em redes, promover cumplicidades, conhecer outras práticas e outras experiências ou formas de se ser professor. Isto é, para me sentir num arquipélago e não numa ilha.

Manuel Dinis P. Cabeça

06 de junho, 2016

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