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Sexta às 9 – Violência Escolar

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É inegável que o tema da violência escolar captou a atenção da comunicação social. Têm sido várias as reportagens que têm dado voz a vários professores e assistentes operacionais que foram agredidos em contexto escolar. Esta vaga mediática trouxe já uma alteração no discurso dos principais sindicatos e principais associações de pais, que viram-se obrigados a colocar na sua agenda um problema que nunca desapareceu, mas tão desprezado tem sido.

A reportagem é bastante completa e foca novamente a questão da falta de assistentes operacionais, a passagem a crime público e o alegado apoio jurídico que o Ministério afirma que está disponível para os professores agredidos. Apoio esse que não se verifica na prática, seja por culpa das vítimas, dos diretores ou das estruturas intermédias do Ministério da Educação.

Uma coisa é certa, é preciso alterar alguma coisa, a Escola Pública não pode ficar com esta sombra em cima de si. Se até agora fingia-se que nada se passava ou que tudo era residual, as denúncias dos professores agredidos, dos auxiliares agredidos e das crianças agredidas, obrigam o Ministério da Educação a agir em conformidade.

Lembro que este mesmo Ministério há mais de 4 anos que sabe o que se passa e nada fez de significativo para alterar o rumo da violência escolar. São por isso corresponsáveis por tudo o que se tem passado e tem vindo a público. Não chega dizer que os números mostram uma redução, quando TODOS sabemos que esses números não correspondem à realidade.

Chegou a altura de agir!

Nota: uma palavra de solidariedade para com a professora Lígia Pinto e os meus sinceros parabéns pela coragem demonstrada em vir a público.


Atualização:

No final da reportagem foi dito que o Ministério da Educação colocou a professora noutra escola. Eis a resposta da própria.

O Sr. Secretário de Estado da educação vir dizer que me deu mobilidade é falso. Tenho que desmentir o que foi dito. Eu obtive mobilidade e foi Por Doença (isto foi omitido) porque a pedi, depois de ter consultado médica de família, psicóloga e psiquiatra que comprovam que eu não tenho condições psicológicas para voltar a dar aulas naquele agrupamento de escolas, do qual sou professora de nomeação definitiva. Ninguém me deu nada. Eu tenho relatórios médicos. Foi um aproveitamento político muito grande. Soou-me a final feliz… “E viveram felizes para sempre…”

Lígia Pinto

(Carregar na imagem para aceder)


1 COMMENT

  1. Retive essencialmente a palavra “subvertido”. De facto, há direções que estão sempre do lado dos agressores… Ainda bem que começaram a vir público estes casos!

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