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Será Necessário Contratar Mais Professores. E Haverá Professores Suficientes?

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A redução do número de alunos por turma terá levado Tiago Rodrigues a afirmar que haverá necessidade de contratar mais professores. A matemática é o que é, tal como quando Nuno Crato aumentou o número de alunos por turma e que originou uma consequente redução de docentes, a diminuição do número de alunos por turma levará ao inverso.

Mas este aumento na contratação de docentes não se restringe à redução de alunos por turma. Estando o corpo docente envelhecido, as baixas médicas são mais frequentes e o número de professores a reformarem-se é tanto maior.

Tudo seria natural se não existisse uma falta de professores em determinadas áreas geográficas, onde o preço por m2 atingiu o absurdo, ou uma escassez de professores em determinados grupos disciplinares.

Talvez Tiago Rodrigues terá de “engolir” a promessa feita de contratar os professores que forem necessários, não por falta de dinheiro, mas por simplesmente não ter mão de obra suficiente.

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Fica a notícia


Menos alunos por turma. Governo vai contratar “todos os professores que forem necessários”

O ministro da Educação não avança quantos professores mais serão precisos com a redução do número de alunos por turma, no próximo ano letivo, no ensino secundário. Em declarações à Renascença, Tiago Brandão Rodrigues diz que serão contratados “todos aqueles que forem necessários”.

As turmas vão ficar mais pequenas, ou seja, terá que haver mais turmas. O ministro Tiago Brandão Rodrigues admite que terá que contratar professores.

“Se reduzimos o número médio de alunos por turmas, teremos de constituir mais turmas, o que implica mais contratação de professores e assistentes operacionais. Por outro lado, a economia de escala associada a um sistema educativo com mais turmas a funcionar. Quantos professores? Todos aqueles que forem necessários”, afirma o governante.

No próximo ano letivo as turmas do ensino secundário vão emagrecer. Haverá, em média, menos dois alunos por turma.

Na prática passam a ter um máximo 28 estudantes, mas há uma nota essencial: caso existam alunos com necessidades educativas especiais, a redução será ainda maior.

“O que tínhamos era de 26 a 30 alunos nas vias científico-humanísticas e de 24 a 28 alunos nas vias profissionais. A partir do próximo ano, no ensino secundário, passamos a ter 24 a 28 alunos nas científico-humanísticas e de 22 a 26 nas vias profissionais”. O teto máximo nas turmas com jovens com necessidades educativas especiais será de 20 alunos, sublinha Tiago Brandão Rodrigues.

Fonte: Renascença

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