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Será Assim O Regresso?

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Contei 40 alunos e a imagem não mostra todos. Por isso podemos estar perante uma sala de aula com cerca de 50 alunos. Logo por aqui constatamos que tal não será possível em Portugal, não só pela limitação legal de número de alunos por turma, mas também pelas orientações que seguramente irão surgir e que vão limitar o número de alunos por sala de aula.

Este é um cenário que só para setembro se irá colocar e se os alunos do Ensino Secundário terão mais juízo, muitos dos “cavalinhos selvagens” do Ensino Básico são extremamente criativos e inconscientes para respeitar orientações de distanciamento social e obrigatoriedade do uso de máscaras.

Não será nada fácil e os professores e assistentes operacionais terão um papel essencial neste campo que espero não se tornar inglório com o passar do tempo. É por isso importante pensar muito bem no “como” e “quando” do regresso às aulas.

Julgo que o mais prudente seria reduzir a carga letiva dos alunos e respetiva população escolar nas escolas. Uma forma de o fazer seria a alternância por turnos em dias intercalados, até porque muitas escolas não têm capacidade física para albergar mais turmas por manifesta falta de espaço.

Os chineses regressaram, assim, desta forma estranha, falta saber como será a nossa realidade daqui uns meses…

5 COMMENTS

  1. Os chineses e os asiáticos em geral, são hiperdisciplinados. É cultural e intergeracional. Os professores não têm que fazer nenhum esforço nesse sentido, por isso, estão em vantagem.
    O desprezo a que 48 anos de atraso votou a educação e a cultura não foi vencido pelos 46 anos de Democracia. Toda a gente vive em Democracia como vive no meio do oxigénio, considera-se um dado adquirido, não se vê e não se sente, só quando começa a rarear é que sentimos a sua falta até ficarmos desesperados. Em Portugal é assim, ninguém, depois do 25 de abril fez um esforço sério para elevar o respeito da sociedade pela cultura e pela educação, deram prioridade a outras coisas, acharam que estas andavam por si. Isto distingue-nos muito de outros países. Os portugueses cumpriram quase exemplarmente as indicações relativas ao COVID porque valorizam muito a saúde e a família, já valorizar a educação e a cultura não está no seu perfil. Por isso, vejo com muita apreensão o regresso à escola, devido à dificuldades que as escolas têm do ponto de vista da organização e da disciplina.

  2. Acho inacreditável que chamem aos alunos ” cavalinhos selvagens “. Considero abusivo, desrespeitoso e um senso desapropriado das características inatas às crianças .

    • Olhe Ana, eu até acho um termo carinhoso para o que já vi e ouvi… As aspas estão lá e não por acaso.

  3. Uma das minha avós dizia que eu era um cavalo selvagem, por ser rebelde. Para mim, hoje professora, o que para alguns era um defeito, sempre o considerei um elogio.
    Porque um cavalo selvagem é um ser com nobreza, que inspira respeito, representa a Liberdade, a Coragem de ser ele próprio, capacidade de decisão, vontade própria, força, valentia, etc, etc
    Isso é errado?
    Talvez, para quem olha para os outros e os coloca em caixas…nas suas caixas…
    Educar na minha opinião é antes demais respeitar o outro, na sua essência, olhar para esse cavalo, ou cavalinho selvagem e ver o grande potencial que tem, deixar ser quem ele é e, se o soubermos conduzir, respeitando-o na sua essência, ele será extraordinário. Nem toda a gente o consegue, afinal ele é um cavalo selvagem…
    Não podemos é considera-lo, ou educa-lo como um burro, ou como uma ovelha, porque um cavalo selvagem nunca será uma ovelha.
    Haverá sempre quem fique ofendido. Um cavalo selvagem ficará sempre ofendido por lhe chamarem ovelha e uma ovelha ofendida por lhe chamarem cavalo selvagem.

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