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Semana Contra o Preconceito | Projeto heART, Escola Secundária D.Sancho II (Elvas)

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Termino assim a Semana Contra o Preconceito, ao longo destes dias publiquei apenas alguns dos muitos vídeos que existem sobre esta temática. Sem dúvida que o ponto alto foi o texto do Domingos Ferreira que podem ler aqui e ali e que nos deviam fazer refletir sobre uma realidade envergonhada e que permanece escondida.

Sobre o vídeo de hoje, já o publiquei no passado, mas a sua qualidade merece destaque. Gosto muito da mensagem positiva que é transmitida no final, onde resistir, superar, é o caminho.  Um vídeo realizado por alunos do ensino secundário.

E já depois de ter agendado este artigo, nem por acaso surge na capa do jornal Público a seguinte notícia:

Casos de homofobia na escola não chegam ao Ministério de Educação

E o que é que chega ao Ministério sem ser as finanças e resultados escolares?

Neste contexto, “as manifestações de afecto” surgem então na tipologia das infracções disciplinares “muito graves”. Em termos genéricos, o documento inclui, entre as “medidas disciplinares correctivas”, a advertência, a ordem de saída da sala de aula, a realização de tarefas e o condicionamento no acesso a certos espaços do colégio. Já as “medidas disciplinares sancionatórias” prevêem a repreensão, a suspensão e a transferência de escola.

O pedopsiquiatra Mário Cordeiro considera a frase relativa à “infracção muito grave” como “descabida e muito dúbia”: “o que é ‘um ambiente pedagógico saudável’? Manifestar afectos não é saudável? Escondê-los, expressá-los clandestinamente será mais pedagógico?” O médico diz que fica “perplexo com este tipo de rigidez e o que as suas entrelinhas podem significar. Assusta-me o sofrimento em que muitas crianças e adolescentes possam estar durante anos e anos.”

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