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Sem ovos não se fazem omeletas

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prato vazioÉ sentimento generalizado que o tempo passa muito depressa. Então as férias, nem se fala. Há pouco, li uma piada que dizia “As férias deviam ser multadas por excesso de velocidade”, acredito que a maioria de nós concorda com isto.

O certo é que as férias acabaram e o ano letivo 2016/2017 já se iniciou. Muito se disse sobre este assunto, no entanto parece-me obrigatório, chamar a atenção, para uma enorme falta de trabalhadores não docentes, principalmente de Auxiliares de Ação Educativa, chamados Assistentes Operacionais. O facto de não haver, nem de longe, nem de perto, o número ideal destes trabalhadores, nada contribui para uma escola pública de qualidade, que todos nós, certamente, defendemos. Esta situação levou a que no passado dia 15, algumas escolas nem abriram em pleno de que são exemplo:  Centro Escolar de Vermoim e Eb 2,3 de Gueifães – Maia, a Escola Secundária dos Carvalhos – Vila Nova de Gaia.

A informação que tenho, via representantes destes trabalhadores, é que são necessários mais 6 000 não docentes. Não me parece, que este número esteja longe da realidade, até porque no ano letivo passado as escolas contavam com cerca de 4 000 contratados a termo: 2822 a tempo inteiro e mais de 1000 a tempo parcial, assim como mais algumas centenas de colegas, que entretanto já se reformaram e mesmo assim, facilmente percebíamos que havia lacunas na maioria dos estabelecimentos escolares.

Sendo positivo o facto de que o Ministério da Educação autorizou a renovação automática de todos os contratos a tempo inteiro, não é a solução nem para as escolas e muito menos para estas pessoas que se dedicam de corpo e alma aos “seus meninos”. Assim é urgente que abram procedimentos concursais para que estes e muitos outros trabalhadores possam efetivar, trazendo mais estabilidade a eles próprios mas também aos alunos que acompanham. Afinal são precisos e são para que as escolas possam funcionar. Sobre contratação de trabalhadores não docentes quero lamentar que nem todos os diretores tenham cumprido a ordem da tutela e não tenham renovado a totalidade de contratos como é o caso do Agrupamento Gonçalo da Maia – Maia e escola Secundária de Valadares – Vila Nova de Gaia.

Não pretendo, de maneira nenhuma, que o que escrevo seja um simples lamento, mas sim que sirva para que toda a comunidade educativa se empenhe na denuncia e na ajuda na resolução deste grave problema. Até porque, cada vez mais, é pedido mais acompanhamento, mais vigilância e mais segurança para os alunos das nossas escolas. Com o número reduzido de trabalhadores não docentes é praticamente impossível assegurar essas vertentes, como diz o provérbio… “Sem ovos não se fazem omoletas”.

Lurdes Ribeiro

Assistente Operacional

Ano letivo afetado pela falta de assistentes operacionais

(TVI24)

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