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Sem A Catequese Devida, Andais Todos A Entreter Meninos!

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Vai muito animado o debate das redes sociais sobre o prémio/medalhita que a Associação Pró-inclusão, em que pontifica David Rodrigues, decidiu atribuir aos “professores portugueses” no seu afamado congresso internacional, este fim de semana.

O António Duarte recusou o prémio e escreveu sobre isso e eu segui a boa inspiração.

Tivemos direito a resposta, inclusiva e fofa, em que, entre outros rótulos, passamos por ignorantes (adjetivo para quem ignora os grandes contributos do “54” para a felicidade geral), rasteiros e clandestinos, de contributo nulo para a educação nacional.

“Rastejais, ó energúmenos!”

David Rodrigues, um dos doutrinadores inclusivos da classe rastejante docente perguntou no meio do “debate” (e cito):

“O que fariam as pessoas “do terreno” se não os formassem, se não os orientassem, se não investigassem de forma a elas fazerem algo mais que não seja “entreter meninos”?

Em suma, sem a catequese de David Rodrigues, andamos todos a entreter meninos.

E se se esperaria que, perante este insulto ao trabalho dos docentes em geral, houvesse reacções indignadas, em grupos da rede social, afinal constituídos por entertainers, um comentário seguinte, de outro docente, diz tudo sobre a natureza do culto de personalidade, que grassa para os lados dos promotores académicos da inclusão.

É o David da inclusão contra os “hospícios medievais”….

Num desagravo ao Prof. David Rodrigues, por causa dos “energúmenos” que andam a estragar a festa, alguém se sai com um comentário, digno das discursatas laudatórias da Coreia do Norte :

“Sem ele (David Rodrigues) ainda estaríamos bem perto dos hospicios medievais… Reduzam-se à insignificância que tem direito…”

LA (para não envergonhar ninguém, uso a sigla do nome), antes, achando que ninguém reparava, resumiu o ponto de vista do grupo dos militantes do 54, verdade revelada a que só a minha (e de outros) falta de caráter impede de aceder ou de ser “apropriada”, como gostam de dizer:

“Na minha muito modesta opinião, a inclusão vem de dentro. É uma questão de caráter e ou temos, ou não.”

Portanto, não se pode discutir a desorganização, excesso de burocracia, má conceção de processos que o dito “54” gera. Fazer isso é ter “falta de carácter” ou “defender os hospícios medievais” .

Todos juntos mão na mão…. E haja catequese….

E se, no grupo, admitem os “constrangimentos“, como faz, num comentário, alguém de sigla HAN, é para reforçar a fé profunda de que “mão na mão”, todos juntos, cantando e rindo, havemos de nos salvar, mesmo se a bagunçada já está instalada.
Cito o versículo de HAN em causa, topado num comentário de um grupo sobre inclusão:

“Ninguém ignora os constrangimentos pelo qual todos os dias nos debatemos nas nossas escolas, mas isso deveria deixar-nos mais fortes e tb mais unidos, supostamente, para pensarmos juntos uma escola melhor. Mas estes discursos ressabiados só contaminam o diálogo.  Que pena!!”.

Digo o mesmo sobre a pena e o ressabiamento, que o resto são só fantasias, de sofrimento pseudo-redentor, enquanto não houver realmente recursos, isto é, ovos para as omeletas inclusivas.
Na análise que fez à aplicação do” 54″, e publicou no congresso do fim de semana, a Pró-inclusão, no ponto 7, explica tudo o que vai na alma dos profetas e de forma cristalina. Sobre os problemas organizacionais e de gestão operacional e burocrática têm umas opiniões vagas e inconsequentes.

Mas sobre o resto, se os energúmenos rastejantes docentes não se convertem ao sofrimento através da fé, o ponto 7  dessa análise responde, dêem-lhes mais “catequese” … e financiada. 😉😁

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2 COMENTÁRIOS

  1. Mas académicos??? Onde estão os académicos? Com excepções, porque as há, a maioria destes indivíduos são académicos só de nome… Não produzem uma ideia original, não tê trabalho de investigação publicado, para além de umas compilações de ideias alheias, muitas delas requentadas… Fazem parte de centros de educação enquistados, nada produzem de inovador, limitando-se a fazer umas consultadorias, de péssima qualidade… Tive a infelicidade de ter como formadora uma das agraciadas, absolutamente medíocre, uma cultura geral mediana, extremamente maternalista e desprezando a prática de quem está no terreno…
    Não entrando em questões de carácter epistemológico todos o ramo do conhecimento destes académicos é , por vezes, de carácter esotérico e gere-se mais pela crença que pela razão… Não será por acaso que muitos dos delírios da flexibilidade não têm nenhuma validação científica , mas apenas são modas requentadas das correntes pedagógicas do início do século passado… Não nos esqueçamos, também, que há uma reorganização dos currículos mundiais, promovidos por uma organização económica, de nome OCDE, e que pretende dar a mão à reorganização do novo capitalismo tecnológico e à produção de um Homem Novo: cooperativo, supostamente ecológico, atomizado , pouco ligado a sistemas explicativos globais, e mais iletrado, como convém… São estes , conscientes ou não, a gente de serviço para tais desígnios…

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