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Sealy Season em crescendo

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Diferença entre temperatura e calorEste início de verão promete, além do calor que se tem registado, uma temperatura anormal  da nossa “sealy season”. Pelo que vamos lendo, vendo e ouvindo a tontearia das elites que nos deveriam orientar e governar estão cada vez mais em alta (temperatura). O nosso Parlamento está cada vez mais triste e descredibilizado. Saliento que não é de agora, há décadas que, para os mais atentos, esta tristeza se tem revelado em crescendo. Senão vejamos:

Todos os anos existem problemas com as mobilidades por doença. Este problema, avançado por Pedro Sousa Tavares, aqui, dá-nos uma amostra da dificuldade com que centenas de docentes se deparam para poderem usufruir de um direito, vital em muitos casos. Mas há um ponto que teima em ser mantido escondido e que todos nós sabemos que existe. Há, por esse país fora, centenas de docentes colocados ao abrigo dessa mesma mobilidade e que não têm problema algum nem assistem familiar algum, limitam-se, na maioria dos casos, a manter como residência na plataforma SIGRHE a residência dos pais, que dista, por vezes, a centenas de quilómetros da sua. Este é um exemplo e não me vou alongar, mas os colegas que têm esta prática deviam ser honestos para o bem de todos, pois há colegas nossos que vêm os respetivos pedidos recusados e bem que precisam, em prol de outros que o fazem ilegalmente. Por onde anda a inspeção? Será que existe?

António Barreto tem vindo de há muitos anos a esta parte, a alertar-nos para o gravíssimo problema da inversão da pirâmide demográfica em Portugal, bem como na grande maioria dos países europeus, além de toda essa informação estar na PORDATA também há anos. Que fizeram e fazem os nossos políticos? Que soluções apresentaram os nossos sindicatos para colmatar este problema? Que fizeram as autarquias e toda a comunidade educativa? A Clara Viana, dá-nos um lamiré, haverá outros com certeza. É lógico que a resolução deste tipo de problemas não se traduz num aumento de votos e os sindicatos sempre estiveram e continuam preocupados com o seu clube e respetivos sócios, mas ao longo dos anos o problema vai-se tornando numa gigantesca bola de neve. Os cursos via ensino deveriam ser reestruturados, mas os oligarcas não querem. Louvo a ordem dos médicos dentistas a defender a redução de vagas. Primeiro pensar no mercado de trabalho e somente depois nos cursos e vagas a oferecer. Neste país a maioria normalmente começa a casa pelo telhado.

Dando continuidade ao parágrafo anterior sobe-se mais uns degraus até ao ensino superior e dá-se conta que afinal são mesmo as oligarquias que tomam conta do país.  O ministro, o do “tênhamos”, não consegue dar-lhe a volta, mas se tivermos em conta a exigência que a maioria dos politécnicos públicos tem, não se consegue perceber o porquê de não fazerem e atribuírem doutoramentos. Se se pensar em algumas universidades privadas, onde o que conta é a propina, dado que o saber, na sua maioria, é duvidoso ( lembremos Relvas, Sócrates e sim, milhares de professores), a resposta não será difícil de encontrar. Paulo Ferreira, aqui, mostra-nos.

Por último, embora já sem paciência para falar ou continuar a falar deste assunto, Amarelos vs ME. Estamos a chegar ao final da temporada, mas segundo consta a segunda temporada já está na grelha de programação do próximo ano letivo.

Atrasos ameaçam deixar professores doentes longe de casa

(Pedro Sousa Tavares)

Redução de turmas pode ser evitada com menos alunos por sala, defendem directores

(Clara Viana)

Doutoramento no Politécnico: é tempo de as instituições valerem pelo que fazem

(Paulo Ferreira)

Tribunal dá razão a colégio na guerra contra o Ministério da Educação

(Joana Capucho e Pedro Sousa Tavares)

 

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