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Se por 24 horas se desligassem telemóveis, Ipad e tudo mais? Seria o fim?

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telemóvelSe por 24 horas se desligassem telemóveis, Ipad e tudo mais? Seria o fim?

Se estivermos em locais públicos, tais como cafés, restaurantes e similares, onde estejam pessoas juntas à mesma mesa, e até com crianças, raríssimo é que estejam a ter conversas em directo, ao vivo, face a face.

Usualmente cada um trata do seu Ipad, iphone,  telemóvel, do seu umbigo, do seu “eu”, até sendo só um casal, ou este com filhos, os telemóveis , ipade, em punho,  vencem, dominam, e “encarram-se” sobre estes, criando-se um isolamento em conjunto. E, se por um acaso, seja pelo garfo que vai à boca ou esta àquele, ou a chávena com o café, e se olha o outro, parece haver uma atrapalhação, o risco de terem que falar ao vivo e a cores, em directo, sem filtros, aparelhos, e já não sabem , e nem o querem saber fazer.

Se for um grupo ainda maior, o esquema é o mesmo, se houver uma bebida que anime, há um momento em que todos berram, gritam, incomodam tudo e todos, “botam” umas selfies nas mais variadas posições, mostram-se a si próprios como se nunca se tivessem visto, com todo o seu “eu” em pleno, depois, acalmam-se, e fecham-se de novo em si mesmos.

Por certo que em casa todos e cada um, funcionarão da mesma forma, e irão ao Facebook – quem não tem Facebook não existe – através de forma “indirecta” contactar, contar aos outros tudo, tudo o que não sabem enumerar em directo, e vão postar as selfies acabadinhas de “tirar”.

Como é evidente, nada pode haver e nem há contra todas estas tecnologias, e por mais velhos que sejamos, fazem parte da nossa vida desde Internet, email, telemóvel, Excel, word, mas com limites e tentado não ser elas a dominar-nos, mas ainda o inverso, mas, mas deve ser da velhice!

Porém, se por um qualquer bambúrrio, durante 24 horas, tudo  o que é estar conectado, em rede ficasse inactivo? Seria o pânico? Veríamos pessoas nos cafés, nos restaurantes em desespero, frente a frente caladas? Em pavor? A atirar os telemóveis, os ipades pelo ar? Sem saberem em directo falar? Veríamos pessoas a gritar – mais do que hoje já gritam – mas por não terem os seus aparelhos conectados?

Ou seria o primeiro tempo para reaprenderem a dialogar com calma, em directo, ao vivo, a tagarelar ao vivo, a não ter que tirar selfies, a aprender a desligar estes tão úteis aparelhos quando o contacto pessoal é necessário? Talvez, ou talvez não. Cada um que saiba querer pensar, e responder!

Augusto Küttner de Magalhães

Imagem retirada de: http://angola-luanda-pitigrili.com/

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