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Se E Como Vão Regressar Às Escolas Os Alunos Do 11º E 12º Ano?

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Segundo o ministro da Educação será no dia 9 de abril que vamos conhecer se é viável o regresso dos alunos do 11º e 12º ano às escolas. A hipótese está mesmo em cima da mesa e pelos vistos a vontade é muita.

Algo que naturalmente faz disparar os alarmes de muitos encarregados de educação, alunos e também professores.

Mas vamos imaginar que esse cenário irá realizar-se, hipoteticamente algumas medidas terão de ser tomadas para que a segurança dos alunos, professores e seus familiares estejam salvaguardas:

  • limpeza frequente das salas de aula e outros espaços;
  • redução significativa de alunos por sala o que irá obrigar a que professores fora do conselho de turma também acompanhem os alunos;
  • limitação das disciplinas lecionadas às que têm exame no final do ano;
  • obrigatoriedade do uso de máscara dentro do espaço escolar e com circulação limitada;
  • controlo permanente pelos funcionários para evitar aglomerações;
  • expulsão imediata dos alunos que não cumpram com as orientações dos professores e funcionários sobre as questões sanitárias.

Marçal Grilo disse hoje que só com um regime militar podemos voltar a ter alunos nas escolas em tempos de pandemia. Naturalmente que é uma força de expressão, mas infelizmente, mesmo os alunos do ensino secundário têm tendência a testar os limites e há sempre 1 ou 2 engraçadinhos que se julgam acima da lei, como se fossem Deus à face da terra.

Confesso que vejo com alguma dificuldade os pais autorizarem a ida dos seus filhos para a escola. Coloque-se na posição de ter um filho com 16,17 ou 18 anos, será que o deixaria ir? E se não forem? Serão penalizados?

Eu sei que existe uma obsessão nacional pelos exames, mas vale a pena correr o risco?

P.S – Em França os exames foram suspensos

Alexandre Henriques

6 COMMENTS

  1. Não sei que obsessão é esta com os exames numa altura destas!
    Os alunos estão fartos da quarentena?
    Os pais estão fartos de os ter em casa?
    Que tentativa de “normalidade” é esta quando estamos perante uma anormalidade de ensino e aprendizagens?
    Que outros lobbies andam por aí?

  2. E até chegarem à escola, que riscos correm, voluntária ou involuntariamente?
    E os docentes e funcionários que irão estar com os alunos, quem assegura que não são incumpridores fora da escola, face ao que vemos todos os dias?
    E o que vão levar da escola para suas casas?
    E os que são portadores de doenças crónicas respiratórias ou têm nas suas casas familiares com doenças crónicas?
    E a desinfeção de todas as superfícies onde irão tocar?
    Absurdo …

  3. Espero que os pais tenham mais juízo que os políticos. Antes tiveram. Foram eles que obrigaram a fechar as escolas quando começaram a autorizar os filhos a faltar em massa às escolas. Se dependesse dos políticos as escolas tinham fechado tarde e teríamos agora um panorama mais deprimente.

  4. Quantos pais pretenderão arriscar a saúde dos filhos, deles próprios e dos avós?
    Qual é a urgência de regressar à escola no centro de uma pandemia?Que razão obscura, a qual o cidadão comum não compreende, empurra os adolescentes para focos de contágio? EXAMES OU VIDA, EIS A QUESTÃO!
    Reino Unido e França já não fazem exames este ano letivo. Por que razão não adotar a mesma estratégia em Portugal?
    No 12º ano, por que razão é que a nota da disciplina à qual os alunos fariam exame, não se transforma na nota de acesso ao Ensino Superior?
    Que condições terão os discentes para realizar exames? Foram os conteúdos lecionados de forma equitativa no país? E o acesso aos mesmos, foi igualitário?
    Mesmo apelando à resiliência, obrigação dos jovens nesta época, parece que a realização de exames está, na opinião de pais e docentes, claramente comprometida .

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