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“Saída em massa” de professores ameaça levar Educação à “rutura”

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O Conselho Nacional de Educação (CNE) avisa que o envelhecimento dos professores portugueses sem substitutos à vista, “aproximando‐se uma saída em massa que poderá rondar os 30.000 professores dentro de oito anos”, pode causar uma situação de “rutura”.

O alerta está numa recomendação agora divulgada onde o CNE – um órgão independente cuja presidente é eleita pela Assembleia da República – começa por fazer o diagnóstico da população docente dos ensinos básico e secundário, fazendo desde logo um aviso: “Os dados estatísticos conhecidos dão‐nos uma imagem preocupante do sistema”.

A profissão de professor, nomeadamente no básico, tem “falta de atratividade” e a “necessária renovação pode estar comprometida, quer pela contínua dificuldade na entrada de novos profissionais no sistema, quer pela redução na procura de cursos de formação de professores para o ensino básico e secundário”.

O CNE diz que há “um problema de insustentabilidade que urge antever e solucionar” num “quadro de eventual rutura” em que a desvalorização da profissão docente apresenta‐se como um elemento crítico sendo preciso “estimular a construção de uma imagem pública positiva dos professores”.

Criticando a ideia de desemprego no setor e a precariedade dos vínculos laborais, o documento do CNE sublinha que não existe “uma caracterização objetiva e prospetiva da oferta e da procura do sistema educativo”, num “problema de insustentabilidade que urge antever e solucionar”.

Razões que levam o Conselho Nacional de Educação a fazer nove recomendações para evitar uma situação que pode ser preocupante no futuro das escolas portuguesas como o planeamento prospetivo, mudanças na formação inicial dos professores e acesso à profissão, formação contínua e revalorização da profissão docente.

Fonte: CNE

5 COMMENTS

  1. Pois, os governantes devem ter conhecimento do facto mas parece-me que querem adiar a coisa porque precisam desta realidade para uma completa reestruturação da carreira docente, o que, dada a desconfiança total , não se me afigura nada de inteligente e sério.

  2. o corte nas pensões de reforma estancará essa sangria, porque muitos vão adiar a aposentação para poderem melhorar o valor da reforma.

    • Adiar até quando, Mário Silva? ??Até aos 80? Poupe-me! Não há solução possível para o inevitável e não é em meia dúzia de anos que uma situação tão grave se vai resolver! Destruir é sempre mais fácil e rápido que construir! Comprometeram a profissão e a educação deste país, aniquilaram toda a vontade de ser professor através de más condições de trabalho, maus ordenados e precariedade de emprego. Agora admiram-se dos jovens não seguirem essa profissão? Apenas obedecem aos pais e sociedade em geral , que durante anos sempre ouviram a dizer mal da classe! Os futuros professores deste país falarão mal Português e terão uma formação duvidosa. Serão oriundos do Brasil e dos países africanos….Serão os únicos disponíveis…

  3. Não há dinheiro nenhum que pague o desgaste de se ser professor assim como não há dinheiro nenhum que justifique se-lo

  4. Se apenas a licenciatura chegasse, haveriam mais, com mestrado obrigatório em certas áreas, é mais complicado. Noutros países europeus basta licenciatura

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