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S.TO.P Pondera Fazer Um Fundo De Greve

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Eu bem tento evitar dar muitos elogios ao S.TO.P pois algumas alminhas pensam logo que sou associado deste sindicato. Só que fica difícil quando vemos sistematicamente um grupo de professores pensar mais à frente e apresentar um discurso/estratégia diferente do tradicional que já pouco ou nada motiva os professores.

Eis o seu comunicado que coloca e bem todos os cenários em cima da mesa.


Comunicado: Novas formas de luta

Colegas, todos sentimos o roubo e a degradação das condições de quem trabalha na Escola Pública (…942, ultrapassagens, lesados da segurança social, municipalização, falta de condições e amianto escolar, precariedade nos contratados e AEC, burocracia anti-pedagógica…).
E já ficou claro que, se nada fizermos, continuarão a privilegiar-se, os mesmos de sempre, com milhares de milhões de euros em negociatas obscuras (ex: sucessivos bancos) em detrimento dos serviços públicos e de quem lá trabalha (Educação e Saúde). Infelizmente está demonstrado que, para fazer face aos referidos ataques, não são suficientes as tradicionais formas de luta.
O S.TO.P. apesar de ter apenas 1 ano de vida e continuar com todos os seus dirigentes a tempo inteiro nas escolas, quer continuar a ajudar a fazer o que ainda não foi feito:  Perante vários apelos de colegas, iremos realizar uma Assembleia Geral de sócios para discutir sobretudo a situação atual e que tipo de fundo de greve precisamos para começar a fazer lutas/greves fortes e prolongadas.
Será provavelmente a primeira vez em Portugal que um sindicato docente irá ousar discutir este tema (fundo de greve).
Para permitir que mais colegas (que ainda não são sócios) possam participar, todos os docentes que se sindicalizem até dia 23 março (inclusive) terão todos os direitos nesta assembleia.

Posteriormente dia 23, pelas 15h – mais uma vez sem sectarismoi – iremos juntar forças na primeira grande manifestação da nossa classe após o desfecho dos simulacros de negociação. Obviamente que como sempre, o S.TO.P. estará com uma coluna que mais uma vez marcará a diferença com as suas propostas e energia.
Por último, para permitir que mais colegas possam participar tanto na assembleia de manhã como na manifestação à tarde, o S.TO.P. está a organizar transportes nas regiões onde temos mais sócios (longe de Lisboa): Braga, Porto, Coimbra e Leiria:
  • O preço da viagem (ida e volta) ficará entre 10 a 15 euros (consoante o número de pessoas que vá no autocarro) e idealmente devem registar-se até este sábado (16 março) para os seguintes números de telefone: 919 348 698 ou 914 165 692.
  • o autocarro do S.TO.P. está disponível para sócios e não sócios (por isso “tragam outro amigo/colega também”).
JUNTOS SOMOS + FORTES
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2 COMENTÁRIOS

  1. Concordo plenamente com um fundo de greve. Sem qualquer apoio financeiro torna-se, para mim, incomportável fazer Greve. Considero, aliás, que algum do dinheiro que pagamos mensalmente aos Sindicatos, há muito que deveria ser canalizada uma parte para um fundo de greve. Se isso acontecer podem acreditar que o impacto de qualquer greve será muito maior do que tem sido até agora.

  2. Absolutamente de acordo com o fundo de greve. Excelente trabalho por parte do STOP. Continuem. Chega de martirizar quem trabalha. Aos ungidos sacrificados o poder responde “os cães ladram e a caravana passa”, estas gerações morrem e outras hão-de vir. Desde que Sócrates inventou o indeferentismo como resposta aos trabalhadores que todos os políticos lhe aproveitam a senda. Não somos sofridos canonizados, o sindicalismo tem de se reinventar e encontrar outras formas de resposta ao poder autista. As opções esconómicas não têm a ver com números têm a ver com valores. Se rebentasse uma guerra tinha de se arranjar dinheiro para lhe responder. A escola pública está em implosão e não se passa nada.

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