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S.TO.P ameaça com nova greve

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O Sindicato de Todos os Professores (S.TO.P.) pondera avançar com uma greve dos profissionais de educação (pessoal docente e não docente) caso o Governo não dê às escolas melhores condições de segurança para fazer face à pandemia.

Numa nota enviada esta segunda-feira às redações, o S.TO.P. reage às notícias que avançam que o Governo pondera fazer um confinamento total nas duas primeiras semanas de dezembro, excluindo as escolas. “Se o Governo finalmente reconhece a importância fulcral das escolas (e dos seus profissionais) (…) deveria estar a ponderar munir as escolas de condições de segurança para todos que as frequentam”, aponta.

As medidas exigidas passam pela redução significativa do número de alunos por turma, por um “protocolo em todo o país que torne uniforme as medidas a adotar perante infeções nas escolas (com testes para todos os contactos próximos, incluindo os da escola)” e pela “contratação (sem precariedade) dos profissionais de educação realmente necessários” para acompanhar os alunos.

“Temos sentido muita indignação dos colegas com a atual situação nas escolas. Se vão ficar abertas, têm de garantir condições de segurança”, aponta André Pestana, coordenador Nacional do S.TO.P., que apela aos profissionais descontentes que recorram ao sindicato para a organização das ações de luta. Estas podem começar pela greve numa escola, a alargar-se depois a todo o país, à semelhança do que aconteceu na greve contra o amianto.

O sindicato denuncia ainda uma “espécie de ‘lei da rolha’ sobre muitas das escolas” onde surgiram e surgem casos comprovados de covid-19, que não são tornados públicos. Segundo o sindicato, há várias turmas a serem enviadas para casa devido a um aluno infetado com o novo coronavírus, porém “os professores desses mesmos alunos continuam a lecionar noutras turmas”.

Também há casos em que tanto os colegas como os professores de alunos infetados continuam a frequentar a escola, sem serem submetidos a qualquer teste de diagnóstico ao coronavírus. “Isso representa um perigo para a saúde pública, na medida que a maioria dos alunos infetada não irá manifestar qualquer sintoma, mas será um agente de propagação”, salienta a nota.

O sindicato coloca a possibilidade de uma luta/greve dos profissionais de educação (pessoal docente e não docente) à semelhança do que aconteceu no início deste ano letivo, “que obrigou o primeiro-ministro a anunciar a contratação imediata de mais de 1500 assistentes operacionais para as escolas”, sublinha André Pestana.

Fonte: JN

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