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S. João Da Madeira | Alunos Do 1º Ciclo Com Expressão Motora Diária

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Excelente! Sabendo que Portugal apresenta os índices de obesidade infantil dos mais elevados da Europa, sabendo que o nível de sedentarismo é igualmente preocupante e sabendo que a atividade física regular potencia o sucesso educativo, só posso elogiar a visão da autarquia de S. João da Madeira.

Que sirva de exemplo para o resto do país!


Poderá ser uma medida “inédita no país e um projeto piloto na cidade”. A autarquia de S. João da Madeira não desiste da ideia de introduzir uma hora diária de educação física em todas as escolas do primeiro ciclo. A aula semanal implementada é aplaudida pelas crianças e professores, que garantem trazer muitos benefícios para os alunos que chegaram agora à escola.

Foi uma das bandeiras eleitorais de Jorge Sequeira no programa eleitoral da última campanha para as autárquicas, que acabou por ganhar: o reforço da educação física no 1.º ciclo do ensino básico. O programa começou a ser implementado logo no início do corrente ano letivo e, nove meses depois, chegou a hora do balanço.

A decisão, considerada “inovadora”, de colocar professores de educação física a coadjuvar os docentes titulares de turma do 1.º ciclo do ensino básico, constitui um passo no sentido de reforçar esta área na formação das crianças do 1.º ciclo de S. João da Madeira, um dos compromissos assumidos pela Câmara Municipal liderada por Jorge Vultos Sequeira.

A poucos dias do fecho do ano letivo, o presidente da Câmara decidiu fazer à comunicação social um balanço “positivo” do programa, escolhendo para o efeito um dos três Agrupamentos e uma das nove escolas do 1.º ciclo onde o programa começou a ser ministrado desde setembro de 2018.

“Na última reunião anual do conselho municipal de educação que tivemos, as associações de pais fizeram um balanço muito positivo desta medida” e esse é o sentimento geral da comunidade escolar que, na opinião do autarca, “avalia positivamente esta medida”. Para Jorge Sequeira, trata-se de uma “política de combate ao sedentarismo, obesidade e fomento do exercício físico formal e informal”, o que para si, nos dias de hoje, ”é uma necessidade sentida por toda a comunidade” e, assim, “continuar com este programa no próximo ano”, deixando no ar a sua intenção de cumprir aquilo que prometeu durante a campanha eleitoral. “Até ao fim do mandato, vamos encontrar soluções para implementar uma hora diária de educação física a todos os alunos”, assumiu o chefe máximo do executivo.

Acompanhado pelo diretor do Agrupamento de Escolas João da Silva Correia, Mota Garcia, e pela Vereadora da Educação, Irene Guimarães, Jorge Sequeira observava a evolução dos alunos nestas matérias. “É surpreendente o gosto dos alunos pela disciplina. É bem visível!”, ia dando conta aos jornalistas.

O encontro aconteceu na Escola Básica de Carquejido, os alunos da turma do 1.º ano de escolaridade dedicavam-se de forma atenta e empenhada à aula de educação física ministrada pela professora Helena Freire, coadjuvada pelo professor de educação física Ricardo Silva.
Arcos, bolas e trampolim espalhavam-se pelo recreio ajardinado da escola. Os conteúdos abordados relacionavam-se com perícia e manipulação com arcos, deslocamentos e equilíbrios. O grupo saltou ainda à corda, fez cambalhotas e nunca esconderam a vontade de fazer mais e melhor.
“Estas aulas, onde está o grupo todo, são uma mais-valia para estes alunos, que têm pouca autonomia”. Ter o apoio de um professor de Educação Física “é muito mais produtivo”, uma vez que os seus conhecimentos e técnicas próprias “permitem realizar outro género de exercícios”, enfatiza Helena Freire, professora da turma, que garante que os seus alunos “adoram estas aulas”, que permitem “uma quebra na rotina”, assumindo uma grande evolução a todos os níveis nestas crianças que chegaram à escola pela primeira vez.
A juntar a tudo isto, a docente destaca a preparação física que estes alunos levam para os próximos anos escolares e os “hábitos que são criados como, por exemplo, virem equipados sempre com equipamentos próprios para a prática desportiva”.

18 professores de educação física contratados pela autarquia

No total do concelho, 18 professores de educação física foram contratados pela autarquia no atual ano letivo, dedicando-se a 54 turmas do 1.º ciclo, num total aproximado de 1200 alunos. De acordo com o autarca, as turmas do 1.º e 2.º anos passaram a ter, este ano, três horas semanais de educação física, enquanto as do 3.º e 4.º anos têm quatro horas semanais. Tudo isto de forma integrada e articulada com as AEC (Atividades de Enriquecimento Curricular).

O plano do presidente é, contudo, estender o programa a cinco horas semanais para todos. “No próximo ano letivo, vamos manter o programa atual e, em conjunto com a Divisão de Educação da Câmara e os Agrupamentos de Escolas, planear o programa completo até final deste mandato”, adiantou o presidente, seguro das vantagens da prática desportiva junto dos mais novos.

Ideia corroborada por Sílvia Augusto, subdiretora deste Agrupamento. “Isto caiu aqui na escola como uma ajuda preciosa.

Nesta aula temos alunos divididos. Uns, de um lado, outros do outro, mas ajudam-se mutuamente, com a orientação específica do professor de Educação Física, que é licenciado”, sempre com a colaboração e o olhar atento da professora destas crianças.
Ricardo Silva garante que é “muito fácil educar estas crianças” para a prática de educação física e a melhor maneira “é brincando com eles, pois é uma forma lúdica e ao mesmo tempo pedagógica”, pois, na verdade, estão a fazer aquilo que eles mais gostam que é brincar.

Para o professor de educação física, a vontade do município de passar de uma hora semanal para uma hora por dia faz todo o sentido. “Defendo que é muito importante para o próprio desenvolvimento deles” e, a realizar-se essa vontade, “será algo inédito no país e um projeto piloto na cidade”, e esse deverá ser o caminho “a seguir”, assume o docente.

O investimento da Câmara ultrapassa os 50 mil euros anuais, apenas na hora de educação física coadjuvada. A isto, deve somar-se o investimento em material didático, reforçado no próximo ano letivo. O Ministério da Educação apenas comparticipa financeiramente as AEC.

Fonte: O Regional 

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