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Rui Rio Admite Antecipar A Idade Da Reforma Dos Professores Via 9A4M2D

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Muitos têm sido os professores nos escalões mais elevados a lamentar o facto de estarem a ser esquecidos na questão da recuperação do tempo de serviço. Por estarem perto da idade da reforma, a recuperação dos 9 anos 4 meses e 2 dias, pouco ou nada lhes serve. É um facto!

Rui Rio fala num pack, se por um lado defende a recuperação de todo o tempo de serviço e de forma faseada, por outro lado fala na antecipação da idade da reforma, justificando essa decisão com a diminuição do número de alunos e com a transferência da despesa para o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Julgo que aqui Rui Rio comete um erro, não há excesso de professores, há é cada vez mais casos de falta de professores. Atribuir uma compensação em anos de reforma, tornará cada vez mais real a escassez de professores. Não se trata de uma crítica, trata-se de uma constatação.

O PSD tem uma oportunidade única de capitalizar alguns milhares de votos, apesar do seu passado não angariar nada de bom para o futuro… Acredito que muitos professores estejam dispostos a sofrer uma amnésia seletiva e colocar a cruz na seta laranja se o PSD fizer aquilo que anda a pregar.

Só que aquela expressão “sustentação das contas públicas”, cria-me uma urticária significativa. Deixa tudo em aberto e pelo passado podemos concluir que a sustenção das contas públicas é um chavão que normalmente aplica-se sempre aos mesmos.

Fica a notícia.


Rio admite contagem faseada do tempo congelado aos professores em conjunto com acesso à reforma

O presidente do PSD não especificou a forma como a sua bancada vai querer que as condições fiquem previstas na letra da lei — e isso faz toda a diferença — mas pelo menos já admitiu, com alguma assertividade, que é a favor de uma solução como a adoptada nos Açores e na Madeira para a contagem do tempo de serviço congelado aos professores.

Embora admita que o PSD possa estar a alimentar falsas expectativas aos professores por também ter pedido a apreciação parlamentar do decreto do Governo, como fizeram Bloco e PCP, Rui Rio defende que se deve contar todo o tempo de serviço e que os sete anos em falta na proposta do Executivo sejam contabilizados num “misto de dinheiro no eixo do tempo e de antecipação do tempo de reforma”. Esta solução permitiria que não se onerasse o orçamento do Estado: há menos crianças e por isso são necessários menos docentes; os professores deixariam de ser pagos pelo Ministério da Educação e passariam a ser pagos pela Segurança Social, descreveu. “Nem todos os professores que se reformam têm necessariamente que ser substituídos”, acrescentou o líder do PSD.

(…)

Fonte: Público

3 COMMENTS

  1. Primeiro li um comentário a uma notícia. Depois li essa notícia.
    Parece-me que as coisas estão colocadas ao contrário…
    Primeiro a notícia e depois o comentário… Talvez tivesse mais lógica.
    Mas a parte que me pareceu menos bem foi o 3º parágrafo. Qual o contributo deste parágrafo para resolver o problema dos 9A4M2D? O autor está a concordar com Rui Rio ou está a discordar?
    Francamente, não percebi…


  2. A proposta de Rui Rio tem toda a pertinência. É uma proposta criativa que poupa dinheiro ao erário publico.

    Converter o tempo para a aposentação antecipada para docentes com 60 e mais anos é correto.

    Rui Rio tem toda a razão quando afirma que existem Professores a mais no sistema. Na minha escola é coadjuvâncias, é tutorias e são professores da dita Educação Especial que se estorvam uns aos outros. Isto sim!…é desperdício de dinheiros públicos que urge racionalizar.

    • O problema é que todas estas actividades- tutorias, apoios, 2 professores na sala, etc, entram na componente não lectiva do professor, pelo que já há bastante “racionalizar” à custa da redução lectiva por idade (79º). Se a maioria destas CNL fossem CL (como está estipulado na lei), já não existiriam professores “a mais” no sistema de ensino, para além de ser uma medida mais do que justa em todos os sentidos. Claro que o bom senso e os factos são submersos pelo tal de “desperdício” de dinheiros públicos.

      São opções. E , na altura devida ( e isso já acontece), perceberemos melhor essas opções.

      Por exemplo, o nº de professores em baixa médica por burnout tem vindo a aumentar grandemente, o que representa um desperdício de dinheiros públicos.

      E não só.

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