Home Rubricas Semana Contra o Preconceito | “Refúgio” (2ª parte) – Por Domingos Ferreira,...

Semana Contra o Preconceito | “Refúgio” (2ª parte) – Por Domingos Ferreira, aluno de 15 anos .

107
0

Publico agora o 2º capítulo do “Refúgio” de Domingos Ferreira. Um sonho escrito à sua maneira e que contempla um principio transversal a toda a sociedade, a família.

Refúgio

‘Julga quem tem olhos, conhece quem tem boca!’

 (Domingos Ferreira)

Capitulo 2

Após, ter chegado ao local mais alto da Terra, deparei-me com inúmeras pessoas tristes. Estas, foram para lá, pelo mesmo motivo que eu! Sofreram preconceito enquanto eram vivas. Solitárias! Desesperadas! Eram apenas elas! Ao deparar-me com aquele ambiente, senti uma necessidade de melhorar o mundo! Embora não o pudesse fazer fisicamente, poderia guiar algumas pessoas mortais, para não praticarem o preconceito. Seria o ‘Anjo’ que melhorou o mundo! Talvez as próximas gerações não seguissem os passos da sociedade atual!

Durante 7 dias, visionei o que poderia melhorar. Nos seguintes 7 dias, elaborei vários planos para colocar em vigor. E, só depois de tudo planeado ao pormenor, entrei em ação! Tinha a sensação de que estava a fazer a coisa certa! Graças a mim, todos os Homossexuais mortais, que estavam no leito da desistência, poderiam realizar todos os seus sonhos!

Quando cá cheguei, um rapaz chamou-me à atenção. Parecia-me familiar. Mas primeiro, foquei-me seriamente no meu objetivo principal. Depois de todos os planos concretizados, fui à procura do mesmo rapaz. Era alto, moreno, tinha olhos azuis, e vestia-se com um estilo casual chique. Sim! Exatamente como o rapaz que encontrei no parque! Parecia-me triste, então optei por ir falar com ele! Contou-me que a rapariga que estava a namorar antes de me conhecer, não era a sua cara-metade. Tinha-se deslocado para uma nova cidade chamada Mystic Falls, onde o Preconceito era nulo. Foi nessa pequena cidade, que ele se apercebeu da sua orientação sexual. Foi nessa pequena cidade que ele se apercebeu, que a sua verdadeira cara-metade, era um homem, mas não um homem qualquer. A do seu ‘sonho’ era aquela pessoa que quando ele estava à espera da sua esposa no parque local de Storybrook (cidade onde eu morava) se aproximou e confortou-o com pequenas palavras ‘quentes’. Sim, a sua cara-metade era Eu! Fiquei muito feliz em saber isso, porque todas as noites, os meus sonhos eram direcionados para ele. Todos os sonhos que eu tinha no mundo mortal, iriam concretizar-se naquele preciso momento! Casámo-nos 7 meses depois de nos conhecermos! A nossa Lua-de-mel, foi em Paris. Viajámos! Descobrimos o mundo através do mundo imortal! Após 12 anos de casados, avancei para o pedido de adoção de uma criança. Apesar de o meu marido, não se sentir completamente pronto para realizar esse desejo, concordou. Dirigimo-nos ao orfanato local, e adotámos uma menina de olhos azuis, com 4 anos de idade.

Os anos foram passando, as rugas foram aparecendo, e a nossa filha crescia saudavelmente. Chegou a altura de lhe explicar o porquê de ela ter dois pais, e não um Pai e uma Mãe. Foi um pouco difícil explicar-lhe, porque por cada resposta dada, uma nova pergunta surgia.

Todos os meus planos para parar o preconceito no mundo mortal resultaram. Em Storybrook, existia uma nova geração em que todos eram iguais. Homossexuais! Heterossexuais! Negros! Brancos! Estavam todos felizes!

Domingos Chareu

Podem ler o 1º capítulo aqui

Podem enviar os vossos textos para [email protected]

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here