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Resultados do 3º ciclo | Os alunos são melhores e piores a…

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Os resultados não devem surpreender ninguém…

Disciplinas onde os alunos tiram mais 4 e 5:

Disciplinas onde os alunos tiram mais negativas:

A Educação Física continua a liderar, apesar de alguns acharem mal a sua integração na média para o Ensino Superior, os resultados são o que são… Do outro o lado, a Matemática é o suspeito do costume. Passam-se anos e a Matemática é sempre um problema para os alunos. Afinal, o que se passa? Serão os alunos? Os professores? As metodologias de ensino? Os programas? O problema é cultural??? Se calhar é um bocadinho de tudo…

Fica a opinião dos visados e o estudo da DGEEC.

Estes dados mostram que os nossos alunos não estão a ter uma formação básica a Matemática”, comentou ao PÚBLICO a presidente da associação de professores da disciplina, Lurdes Figueiral, que manifestou a sua “preocupação” face a estes resultados, que já tinham sido evidenciados em outros estudos da DGEEC, relativos apenas ao ano lectivo de 2014/2015

Para a Associação de Professores de Matemática (APM), adiantou Lurdes Figueiral, estes dados vêm comprovar que é necessário levar por diante “uma séria avaliação e um investimento profundo na análise e na resolução da questão do ensino e aprendizagem da Matemática no ensino básico, com a adopção de medidas abrangentes que incidam sobre os programas curriculares, apoios e acompanhamento nas dificuldades identificadas nos alunos o mais precocemente possível (que como indicam também os resultados, não podem ser mais do mesmo), formação e acompanhamento dos professores, sobretudo no que toca às práticas lectivas”.

José Moura Carvalho, da Associação Portuguesa de Professores de Inglês, aponta factores transversais a todas as disciplinas que afectam as aprendizagens, como acontece com o “elevado” número de alunos por turma, a “desmotivação” dos estudantes e o “fosso imenso” que separa a escola do mundo onde estes vivem cá fora, nomeadamente no que respeita ao uso de novas tecnologias. Frisa que “os professores descartam os conhecimentos e competências que os alunos adquirem por estas vias”.

Ora, adianta, as “tecnologias podem ser centrais para a aprendizagem” e ainda mais quando se trata de aprender uma língua estrangeira, possibilitando, por exemplo, o contacto regular com “falantes nativos de inglês”. Existem programas e aplicações disponíveis para tal, não estão é nas escolas, o que não devia acontecer, refere.

José Moura Carvalho considera que é necessário dar formação aos professores para que estes possam adoptar “metodologias mais activas” de ensino, defende que a carga horária da disciplina deveria ser reforçada e que pelo menos durante um dos tempos semanais as turmas deveriam ser divididas ao meio de modo a permitir um melhor treino da oralidade.

Um terço dos alunos entra no secundário com negativa a Matemática

(Clara Viana – Público)

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1 COMMENT

  1. …seguida de perto pela Educação Tecnológica, que mostra sinais de franca resiliência dado que a deram como morta (pergunta ao doutor crato como foi!)

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