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Resultado Da Reunião Do Ministério Da Educação Com O S.TO.P

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Confirma-se o que tenho andado a referir há já algum tempo. O ensino será presencial e as alterações a este modelo será de indole regional.

Fica o comunicado do S.TO.P


Colegas, como é público, o S.TO.P. reuniu hoje de manhã com o Ministério de Educação (M.E.). Em síntese, o M.E. (pelos Secretários de Estado João Costa e Susana Amador) começou a reunião por:

– Louvar o brio da presença e dedicação dos profissionais de Educação. Em particular o reconhecimento do papel social do professor pelo ME/famílias. Reconheceram também que o ensino presencial é insubstituível, devendo ser retomado;

– Não está em causa preparar um ano letivo “normal”, tendo em conta o grau de incerteza da evolução da pandemia e estão a ser preparadas orientações específicas com a DGS para o próximo ano letivo;

– Estão previstos “cenários” caso seja necessário intervir no ensino presencial (por região). Particular preocupação com os alunos menores de 12 anos;

– Recuperação/consolidação das aprendizagens nas primeiras 5 semanas, no entanto não se deve esgotar neste momento;

– Possíveis alterações no currículo, trabalhar bastante nas aprendizagens essenciais (trabalho com as associações profissionais), redução curriculares e aprofundar a modelação dos instrumentos de avaliação;

– Reforço de mais recursos humanos para as tarefas, estratégias de apoio (nomeadamente equipas multidisciplinares e de apoio tutorial específico).

De seguida tivemos oportunidade de levantar algumas das preocupações urgentes e concretas que nos chegaram dos mais diversos Profissionais de Educação pelo país, e que, de resto, temos vindo a alertar a tutela: https://sindicatostop.pt/resumo-da-intervencao-na-reuniao-…/

Em resposta à intervenção do S.TO.P., e antes de encerrar a reunião, os Secretários de Estado informaram que:

– Está a ser preparado o reforço dos recursos humanos, referindo-se em concreto, apenas aos assistentes técnicos e operacionais;

– Existe a preocupação pelo rejuvenescimento da classe docente, mas sem adiantar medidas (nem responder à nossa questão sobre a Legislação da pré-reforma);

– Reconhecimento que a listagem do Amianto está incompleta (como alertámos) e que a sua retirada será iniciada em algumas Escolas nestas férias de verão, mais tarde outras escolas, nas férias de Natal e da Páscoa;

– Continuaram a não responder com medidas concretas a muitas questões que consideramos fundamentais, nomeadamente, quais as medidas para minorar a exaustão/desmotivação dos professores, a injusta existência de quotas, ultrapassagens e uma precariedade. Também não responderam se consideram justo/motivante que Profissionais da Educação (não docentes) essenciais para o funcionamento das Escolas, com décadas de tempo de serviço, recebam o mesmo do que quem entrou para as mesmas funções o mês passado.

Por último, solicitamos NOVAS reuniões (em concordância com outros colegas de outros sindicatos), após as avaliações, sobretudo para termos as devidas respostas a todas as questões levantadas (e outras), receber novas informações sobre a organização dos horários de trabalho previstos e, também, negociar mais em concreto o funcionamento do próximo ano escolar.

“De boas intenções está o inferno cheio”:
Concluindo colegas, apesar de na teoria o M.E. reconhecer a dedicação/importância elevada dos Profissionais de Educação, na prática continua a não ter planos concretos para os considerar e valorizar, como merecemos. Por isso mais uma vez, reafirmamos que, em defesa de quem trabalha (e estuda) nas Escolas, não aceitaremos que o governo continue a priorizar com milhares de milhões de euros (por exemplo a Banca) e a não investir devidamente nos serviços públicos essenciais como a Saúde e a Educação!


Petição

Pela redução do número de alunos por turma, pelo rejuvenescimento da classe docente e pela dignificação do pessoal não docente nas Escolas

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