Home Família “Respeitinho…

“Respeitinho…

52
0

… é bonito e eu gosto!”

MÃES “ARREFECEM” IMPETOS DOS ADOLESCENTES

break-the-iceSe há definição dos anos da adolescência ela é a de tomar atitudes irrefletidas e correr riscos, muitas vezes, desnecessários. Mas a boa notícia é de que os jovens controlam os seus ímpetos se a mãe os testemunhar ou se houver uma hipótese de vir a saber o que andaram a fazer.

Um novo estudo, realizado conjuntamente pelas universidades norte-americanas do Illinois e de Temple, procurou determinar de que modo o cérebro adolescente decide arriscar e encara as possíveis consequências dos seus atos. Para tal, pediu a um grupo de jovens de 14 anos que fizessem três percursos de um simulador de condução automóvel, enquanto as suas ondas e fluxo sanguíneo cerebral eram monitorizados. Num dos percursos, os adolescentes estavam sozinhos, no outro estavam acompanhados de um amigo e no terceiro as mães estavam no lugar do “pendura”.

“A presença de pares no simulador aumentou significativamente as atitudes arriscadas” revelou um dos participantes do trabalho, Eva Telzer, da Universidade do Illinois. “Posteriormente, procurámos determinar se a presença da mãe modificava as atitudes”, disse em entrevista ao jornal “Social Cognitive and Affective Neuroscience”.

Os resultados são claros. A equipa liderada por Telzer descobriu que, estando sozinhos ou com amigos, o cérebro dos adolescentes considera as atitudes pouco refletidas como recompensadoras. “O sangue acorria em grandes quantidades à zona cerebral que origina a sensação de recompensa quando não paravam num semáforo amarelo e decidiam avançar”. A equipa concluiu que “os picos de euforia após o risco podem estar na base da atitude geral de impetuosidade na adolescência”.

Mas na presença da mãe, as coisas mudam de figura. “Quando ela observava, ou o jovem sabia que ela poderia vir ver as imagens registadas pelo simulador, o fluxo sanguíneo cerebral desaparecia. Com a mãe, correr riscos já não é tão recompensador”, diz Eva Telzer.

Com a mãe no lugar do “pendura”, os adolescentes usavam mais vezes os travões e decidam parar mais frequentemente quando caía um amarelo no semáforo. “Os miúdos passam de 55 por cento de possibilidades de correr riscos sozinhos ou com amigos para 45 por cento na presença das mães. E isto é significativo”. Outro efeito da progenitora é a ativação do córtex pré-frontal, ou seja a zona do cérebro que regula o controlo de comportamento. “Quando tomam decisões seguras, esta área ‘pulsa’ nas imagens de ressonância, mas isso só acontece de uma forma regular quando a mãe está presente”.

Fonte: http://www.paisefilhos.pt/

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here