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Respeitar para ser respeitado

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respeitar-paraEstamos a viver um tempo em que todos nos achamos com direito a “ter direitos”, mas em que os “deveres”, sendo uma maçada, são para os outros.  Ou seja, o que de bom possa acontecer, o que de bom haja para viver é para “nós” e o resto o pior, o menos bom ou até mau, é para os “outros”.

Sendo que, este pensamento um pouco perverso, e individualista se não egoísta, autoalimenta-se e é “incitado” a que assim deva “ter” que ser, desde casa com Pais e Mães assim a educarem os seus “rebentos” – quando algum tempo têm para os educar- até ao mais “alto” nível dos nossos políticos, dos nossos supostos dirigentes, e de todos nós simples desconhecidos/anónimos.

E assim, rolamos em torno de “nós mesmos”, do querer sempre ser respeitados, mas nunca o ter que o fazer com os outros. Seria o que mais faltaria.

E claro, como cada um olha sagradamente para o “ser respeitado” estando-se a marimbar para o “respeitar o outro”, isto, não anda a acontecer nada bem, tendendo-se assim a ficar pior a cada dia que  passa. Com a cultura com um “c” cada vez mais pequeno do individualismo, do “eu” elevado ao cubo contra o ele descido ao negativo.

E vivemos estes tempos com demasiada desafectação. E, com um aproximar das festas do Natal, não como um tempo, uma época, uns dias, lembrando – sendo ou não crente, algo – uma Religião – ou alguém – que a simboliza – que nasceu supostamente nesta data e a criou, esta sua Religião, tal como o Judaísmo já existente à data, e o Islão, este a aparecer mais tarde, apostariam em valores que depois o homem que é quem cá está e distorce, evidentemente, tudo.

E temos um tempo de Natal para fazer muitas compras, para gastar muito dinheiro, para ir a muitos almoços e jantares a “propósito” da época, onde não se percebe como aparece tanto dinheiro para tudo.

E este já “nem” respeito por nós, que implica o desrespeito pelo outro, está num crescendo que pode vir a ter consequências muito negativas, para todos e cada, e para já inimagináveis.

E tem vindo a criar o respeito por mim, sempre, implicando o desrespeito pelo outro, sempre.

Será que isto não vai correr mal? Muito mal?

Augusto Küttner de Magalhaes

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