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Regresso Com 80% Dos Alunos E Com Falta De Alguns Professsores

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Segundo o presidente da ANDE estes números são positivos, mas se vos disser que cerca de 40 mil alunos não regressaram às escolas (dados da Pordata indicam 315.522 aluno no Ensino Secundário em 2018), se calhar a imagem não é assim tão positiva.

Destes 40 mil, ou até que sejam 30 mil, pois alguns alunos podem regressar nos próximos dias/semanas, quantos destes milhares não ficarão sem aulas e qualquer tipo de apoio a 1 mês do final das aulas?

Se o entusiasmo é compreensível após 2 meses de ausência, este não deve ofuscar a realidade escondida. A escola é de TODOS, para TODOS, mas deixou de ser para TODOS!

Lembro que o Ministério da Educação autorizou as escolas a não dar qualquer tipo de apoio aos alunos que recusem regressar, o mesmo Ministério que tanto pregou pela inclusão.

Os dias passam e continuo sem entender como é possível alguém ter escrito uma orientação que é promotora do abandono escolar.

Seguramente que o problema deve ser meu pois pelos vistos até temos motivos para celebrar…

Fica a notícia.


Cerca de 80% dos alunos do ensino secundário regressaram nesta segunda-feira às escolas, segundo a Associação Nacional de Dirigentes Escolares, que também registou que faltam alguns professores neste recomeço das aulas presenciais em época de pandemia.

Depois de dois meses de ensino à distância devido à pandemia de covid-19, “entre 75 a 80% dos alunos vieram hoje [esta segunda-feira] às aulas”, disse à Lusa Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), referindo-se aos estudantes do 11.º e 12.º anos de escolaridade.

Estes números são “um bom sinal” para Manuel Pereira: “Já estávamos a contar que no primeiro e segundo dia as coisas fossem mais complicadas, mas acreditamos que à medida que as famílias se vão percebendo que está tudo a correr bem, o número de alunos deverá aumentar”.

Em algumas escolas também faltaram professores. Os profissionais com doenças crónicas, como problemas respiratórios, “tiveram receio de regressar” e por isso avisaram que não iriam estar presentes neste final de 3.º período.

Vagas a concurso

“As escolas já sabiam quem eram os docentes com quem poderiam contar e quais os que não iriam estar presentes. Desde a semana passada que têm as vagas a concurso, mas claro que existem situações difíceis de resolver”, explicou Manuel Pereira.

O Ministério da Educação permitiu às escolas aumentar os horários dos professores com horários reduzidos ou contratar novos docentes, tendo em conta que a pandemia levou também à definição de novas regras, como o distanciamento social que em alguns casos implicou o desdobramento de turmas.

No entanto, o presidente da ANDE lembrou que existem certas disciplinas e zonas do país onde, mesmo numa situação normal de arranque de ano lectivo, já é difícil conseguir encontrar professores disponíveis para aceitar as vagas.

“Neste momento, em algumas escolas, está a ser ainda mais difícil arranjar professores, porque estamos a falar de um período muito curto. Mas as escolas estão a fazer tudo o que podem e a tentar ser o mais imaginativas que conseguem, começando sempre pelos recursos internos”, explicou.

Num primeiro balanço sobre a retoma das aulas presenciais, que estavam suspensas desde 16 de Março pelo Governo como forma de conter a disseminação do novo coronavírus, Manuel Pereira disse não ter conhecimento de nenhuma escola onde faltasse material de higienização dos espaços ou equipamentos de protecção que, na semana passada, foram distribuídos pelo Governo pelas mais de 500 escolas que hoje reabriam.

Além da reabertura das escolas para os alunos do ensino secundário poderem voltar a ter aulas presenciais, também hoje reabriram as creches.

Além disso, esta segunda-feira também é marcada pela retoma das visitas aos utentes dos lares de idosos e a reabertura de algumas lojas de rua, cafés, restaurantes, museus, monumentos e palácios.

(…)

Fonte: Público


Alunos entusiasmados com o regresso às aulas no Porto

2 COMMENTS

  1. claro que esta semana todos os puto voltam…

    só quem vive numa BOLHA é que ia achar que os putos nao iam ás aulas

  2. Segundo Manuel Pereira, em casa ficaram os alunos cujas famílias temem ficar infectadas pelo novo coronavírus mas também alguns estudantes “que têm todas as condições para continuar a estudar em casa, sem ter de regressar à escola”. Quem serão os alunos que terão todas estas condições? Alunos que recorrem às aulas individuais/pequenos grupos, as inevitáveis “explicações”?

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