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Regresso Às Aulas Com Mesas A 2 Metros De Distância E Recreio Em Pequenos Grupos

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A sala de aula como até agora conhecemos será diferente nos próximos meses. Acredito que as medidas agora implementadas pela Dinamarca para reabrir as escolas, podem perfeitamente ser aplicadas em Portugal no eventual regresso dos alunos do 11º e 12º ano, ou até de forma mais alargada no próximo ano letivo.

No próximo ano podemos mesmo ter uma escola diferente, quiçá com cargas letivas mais reduzidas para poder dar resposta às limitações dos espaços físicos. Uma redução do horário permitiria a todos frequentar a escola, mas com menor probabilidade de contágio e com um controlo mais eficiente por parte de professores e funcionários.

António Costa já assumiu um regresso faseado e a diferentes velocidades, se o mesmo se irá aplicar à escola, ainda não sabemos, mas acredito que sim. Não será uma decisão fácil, nem consensual, pois um regresso faseado causará uma inevitável segregação pedagógica.

O regresso à escola será uma realidade e o regresso será feito sem que uma vacina para o covid-19 exista no mercado. A desconfiança e os receios estarão seguramente presentes, como tal, medidas terão de ser tomadas para descansar não só docentes, não docentes e alunos, mas também os pais que precisam de sentir que os seus filhos não irão ser contaminados e consequentemente contagiar o seu agregado familiar.

Fica a notícia.


Dinamarca é o primeiro país europeu a reabrir escolas (mas com algumas exceções)

A Dinamarca começou esta quarta-feira a reabrir as suas escolas depois de um mês de encerramento motivado pelo combate ao novo coronavírus. É o primeiro país europeu a fazê-lo. Um correspondente da AFP relata que creches, jardins de infância e escolas primárias foram reabertas depois de terem sido encerradas a 12 de março num esforço para conter a epidemia da Covid-19.

No entanto, as aulas estão a ser retomadas em cerca da metade dos municípios da Dinamarca e em apenas 35% das escolas de Copenhaga, isto porque muitas destas instituições de ensino pediram mais tempo para se adaptarem aos protocolos de saúde ainda em vigor. Até dia 20 de abril, todas as escolas deverão retomar o seu funcionamento.

No inicio de abril, o governo dinamarquês decretou que as escolas seriam reabertas “com a condição de que todos mantenham distância e lavem as mãos”. Nas escolas passou a ser obrigatório garantir que as mesas nas salas de aula estejam a uma distância de dois metros e o recreio deve ser organizado em pequenos grupos.

Como forma de cumprir estas diretrizes, muitas escolas estão a optar por ter as aulas ao ar livre, algo que é um verdadeiro desafio para estabelecimentos deste género em áreas urbanas.

Alguns pais opuseram-se à reabertura de escolas, citando preocupações com a saúde. Uma petição intitulada “O meu filho não é cobaia” recebeu cerca de 18 mil assinaturas. Os alunos do ensino básico e secundário continuarão a ter aulas dadas remotamente e só deverão regressar às carteiras no dia 10 de maio.

Na terça-feira, a Dinamarca tinha 6.691 casos confirmados de Covid-19 e 299 mortes.

A Áustria foi o primeiro país europeu a revelar seu plano para o regresso à “nova normalidade”. Na terça-feira foi permitida a abertura de pequenas lojas de produtos não alimentares, na condição de se manterem as regras de distanciamento social e exigindo o uso de máscaras nas lojas e no transporte público. Planeiam também manter escolas, cafés e restaurantes fechados pelo menos até meados de maio.

2 COMMENTS

  1. Não acredito.
    Em Portugal isso nunca acontecerá.
    Levas com 28 putos na sala de aula talvez com máscara e já gozas.

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